O uso de cordões de identificação por pessoas com deficiência tem se expandido no Brasil como uma ferramenta prática para sinalizar condições que nem sempre são perceptíveis. Utilizados no pescoço, os acessórios funcionam como um recurso de comunicação imediata, permitindo reconhecimento mais ágil e contribuindo para o acesso a direitos, como prioridade em filas e atendimentos.
Entre os modelos mais conhecidos está o cordão estampado com girassóis. Regulamentado por lei federal em 2023, o símbolo passou a ser adotado para identificar pessoas com deficiências ocultas, como Transtornos do Espectro Autista (TEA), surdez, diabetes, asma e limitações cognitivas. A proposta é evitar que o indivíduo precise explicar repetidamente sua condição, sobretudo em ambientes de grande circulação.
Outro símbolo que vem ganhando espaço é o do infinito colorido. Criado pela própria comunidade autista, ele representa a neurodiversidade e busca reforçar a diversidade de características presentes no espectro. As cores remetem à pluralidade de experiências e têm sido utilizadas como alternativa a símbolos considerados ultrapassados por parte desse público.
Já o tradicional quebra-cabeça, difundido desde a década de 1960, segue sendo amplamente reconhecido como representação do autismo. No entanto, o uso do símbolo tem sido questionado por integrantes da comunidade, que apontam uma origem ligada a períodos de menor compreensão sobre o transtorno.
Além dos ícones visuais, também circulam cordões com inscrições diretas, como “autismo”, “mãe de autista” e “pai de autista”. Esses modelos oferecem uma forma alternativa de identificação, especialmente em casos em que a pessoa prefere não utilizar símbolos gráficos.
De forma geral, a adoção desses acessórios busca reduzir situações de constrangimento, ampliar a conscientização e garantir que pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados em diferentes contextos sociais.








