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Organização Mundial da Saúde monitora hantavírus em cruzeiro e descarta surto generalizado

monitorar a saúde de cada um deles. “A OMS está ciente de relatos de um pequeno
Reprodução Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que, até o momento, não há indícios de um surto generalizado de hantavírus, apesar da identificação de casos em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. A declaração foi feita pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (12), onde ele detalhou a situação e as medidas de vigilância adotadas.

Apesar da avaliação tranquilizadora sobre a ausência de um surto maior, a OMS mantém um alerta para a possibilidade de novos casos nas próximas semanas, considerando o longo período de incubação do vírus. A situação é acompanhada de perto, com foco na contenção e monitoramento dos indivíduos expostos.

OMS avalia cenário do hantavírus e descarta surto generalizado

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou que a análise atual dos dados não aponta para o início de uma epidemia de hantavírus em larga escala. No entanto, a organização reconhece a natureza imprevisível de vírus com períodos de incubação prolongados, o que exige vigilância contínua. A possibilidade de surgimento de mais casos é uma preocupação, e a OMS está preparada para ajustar suas estratégias conforme a evolução da situação.

A entidade tem trabalhado em estreita colaboração com as autoridades de saúde dos países afetados para garantir que todas as precauções sejam tomadas. A transparência e a comunicação clara são pilares da abordagem da OMS para evitar pânico desnecessário e garantir que a população esteja bem informada sobre os riscos e as medidas de proteção.

Casos confirmados e óbitos a bordo do navio MV Hondius

Até o momento, foram registrados 11 casos de hantavírus, com três óbitos, todos entre passageiros ou tripulantes do navio MV Hondius. Destes, nove casos foram confirmados como sendo da cepa Andes, enquanto os outros dois estão sendo tratados como prováveis infecções pela mesma cepa. A cepa Andes é particularmente relevante devido à sua capacidade de transmissão entre humanos, embora seja menos comum.

Desde o dia 2 de maio, data em que a OMS foi notificada sobre o surto, não houve novas mortes relacionadas ao vírus. Todos os indivíduos com suspeita ou confirmação da doença foram prontamente isolados e estão sob rigorosa supervisão médica. Essas medidas são cruciais para minimizar qualquer risco de transmissão adicional e garantir o tratamento adequado dos pacientes.

Monitoramento rigoroso e repatriação de passageiros afetados

A repatriação dos passageiros do cruzeiro exige um protocolo de monitoramento detalhado. Os países de destino são responsáveis por acompanhar a saúde de cada indivíduo que retornou. A OMS está ciente de relatos de um pequeno número de pacientes que apresentaram sintomas compatíveis com o vírus Andes e está colaborando com os respectivos países para monitorar cada um desses casos de perto.

A recomendação da entidade é que todos os passageiros do cruzeiro sejam monitorados ativamente por um período de 42 dias. Este acompanhamento pode ocorrer em instalações de quarentena específicas ou mesmo em casa, com início a partir da última exposição, que foi em 10 de maio, estendendo-se até 21 de junho. Qualquer pessoa que desenvolver sintomas durante esse período deve ser isolada e receber tratamento médico imediato para conter a propagação do vírus e garantir a recuperação. A OMS reafirma seu compromisso de trabalhar com especialistas em todos os países envolvidos para controlar a situação. Para mais informações sobre o tema, você pode consultar a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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