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Febre amarela: São Paulo confirma quinta vítima fatal do ano

Mosquito Febre amarela
© nuzeee/Pixabay

O estado de São Paulo confirmou a quinta morte por febre amarela em 2026, um alerta contundente para a importância da vacinação. O mais recente óbito foi registrado em Lençóis Paulista, na região de Bauru, envolvendo um homem de 54 anos que não possuía histórico de imunização contra a doença. A confirmação ocorreu na última segunda-feira, 1º de abril, elevando para dez o número total de casos no estado neste ano, conforme dados divulgados pela Agência Brasil.

Cenário epidemiológico e a ausência de vacinação

Dos dez casos de febre amarela confirmados em São Paulo em 2026, oito foram identificados na região do Vale do Paraíba, resultando em cinco óbitos. Adicionalmente, um caso foi registrado na região de Sorocaba, sem fatalidades, e outro na região de Bauru, que infelizmente culminou na morte mais recente. Um dado preocupante une todas as vítimas: nenhuma delas havia sido vacinada contra a doença, reforçando a vulnerabilidade de quem não busca a proteção.

Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) do Estado de São Paulo, enfatiza a urgência da imunização. “A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde”, destaca Lang. Ela reforça a necessidade de procurar o posto mais próximo, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões onde o vírus já circula.

Entenda a febre amarela: sintomas e transmissão

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por mosquitos infectados por um vírus específico. Seus primeiros sintomas podem ser confundidos com outras enfermidades, o que exige atenção. Incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a doença pode levar a complicações sérias e até à morte.

A transmissão da febre amarela ocorre em dois ciclos distintos. No ciclo silvestre, predominante em áreas de floresta, os principais vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que também podem infectar primatas não humanos. Já no ciclo urbano, o mosquito Aedes aegypti, conhecido por transmitir a dengue, chikungunya e zika, é o responsável pela propagação do vírus entre humanos.

A vacina: proteção essencial e acessível

A imunização contra a febre amarela é uma medida de saúde pública fundamental e está acessível a toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de forma gratuita. Para garantir a eficácia, a vacina deve ser aplicada com pelo menos dez dias de antecedência à possível exposição ao risco, como viagens a áreas endêmicas ou rurais.

A diretora do CVE-SP reitera a importância da proatividade. “Não é preciso esperar a confirmação de novos casos para buscar a vacina. A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus”, alerta Tatiana Lang. A orientação clara é para que a população verifique sua carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes, garantindo a própria segurança e contribuindo para o controle da doença.

Diante do aumento de casos e óbitos por febre amarela em São Paulo, a vacinação emerge como a ferramenta mais eficaz para conter a propagação do vírus e proteger vidas. A disponibilidade gratuita da vacina e a clareza das recomendações das autoridades de saúde reforçam a responsabilidade individual e coletiva na prevenção dessa doença que, apesar de conhecida, ainda representa um risco significativo para a saúde pública.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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