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Brincadeiras sem telas: especialista ensina atividades para estimular o desenvolvimento infantil

Psicopedagoga apresenta opções de brincadeiras simples com materiais recicláveis para reduzir o tempo de exposição às telas e incentivar o aprendizado das crianças.
Imagem ilustrativa de criança realizando brincadeiras sem telas com materiais recicláveis para estimular o desenvolvimento infantil.
Imagem ilustrativa gerada por IA representando uma criança realizando brincadeiras criativas com materiais recicláveis.

As brincadeiras sem telas podem ser uma alternativa para reduzir o tempo de exposição de crianças a celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos. A recomendação é reforçada por especialistas em desenvolvimento infantil, que alertam para a importância do brincar no desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional durante a infância.

Durante participação em um programa da Rádio Vivo, a psicopedagoga e especialista em neurociência do desenvolvimento infantil Rachel Mendes apresentou atividades simples que podem ser feitas em casa utilizando materiais recicláveis. Segundo ela, essas brincadeiras ajudam a estimular habilidades importantes enquanto promovem momentos de interação entre crianças e familiares.

A proposta surge em um contexto de preocupação crescente com o uso excessivo de telas. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que pais e responsáveis acompanhem o tempo de exposição aos dispositivos eletrônicos e incentivem atividades compatíveis com cada faixa etária, favorecendo experiências presenciais e o desenvolvimento saudável.

Por que reduzir o tempo de telas na infância

Especialistas apontam que o excesso de tempo diante de dispositivos eletrônicos pode interferir no desenvolvimento infantil quando substitui atividades essenciais, como o brincar, a convivência familiar, a prática de exercícios físicos e as interações sociais.

Além do impacto sobre a atenção, o sedentarismo e a qualidade do sono, o uso prolongado de telas pode reduzir oportunidades para o desenvolvimento da criatividade, da linguagem, da coordenação motora e das habilidades socioemocionais.

Por isso, o equilíbrio entre o uso da tecnologia e as atividades presenciais é considerado um dos principais fatores para uma infância saudável.

Brincadeiras sem telas estimulam criatividade e aprendizagem

Entre as atividades sugeridas por Rachel Mendes está um jogo inspirado no Tetris produzido com caixas de ovos reutilizadas. As peças podem ser confeccionadas com outra embalagem reciclável, pintadas em diferentes cores e utilizadas para trabalhar raciocínio lógico, percepção visual e coordenação motora.

Outra proposta utiliza bolinhas coloridas e bandeiras de países para criar desafios de encaixe e associação. A atividade estimula concentração, organização espacial, reconhecimento de cores e coordenação motora fina de maneira lúdica.

Além de favorecer o aprendizado, o uso de materiais recicláveis incentiva a criatividade e demonstra às crianças que é possível criar brinquedos utilizando objetos presentes no cotidiano.

Participação da família faz diferença

A especialista destaca que muitas crianças precisam aprender a brincar de forma autônoma, especialmente quando estão habituadas ao uso frequente de dispositivos eletrônicos.

Nesse processo, a participação dos pais ou responsáveis pode facilitar a transição para uma rotina com menos telas. Reservar momentos para brincar em família contribui para fortalecer vínculos afetivos e ampliar as oportunidades de aprendizagem durante a infância.

A introdução gradual de novas brincadeiras também tende a tornar essa mudança mais natural, evitando que a retirada das telas seja percebida apenas como uma restrição.

Brincar contribui para o desenvolvimento infantil

As atividades lúdicas favorecem diferentes aspectos do desenvolvimento das crianças, incluindo linguagem, resolução de problemas, criatividade, imaginação, interação social e autonomia.

O brincar também oferece oportunidades para que a criança explore o ambiente, experimente novas situações e desenvolva competências importantes para a vida escolar e para as relações sociais.

Ao integrar momentos de diversão, aprendizagem e convivência familiar, essas atividades tornam-se um recurso acessível para estimular o desenvolvimento infantil de forma equilibrada.

Especialistas defendem equilíbrio no uso da tecnologia

O uso de celulares, tablets e computadores faz parte da rotina de muitas famílias e pode oferecer benefícios quando ocorre de maneira adequada e supervisionada.

Entretanto, especialistas ressaltam que a tecnologia não deve substituir experiências fundamentais da infância, como brincar, explorar diferentes ambientes e conviver com outras pessoas.

A combinação entre tempo de qualidade em família, brincadeiras criativas e uso consciente da tecnologia é apontada como uma estratégia importante para favorecer o desenvolvimento integral das crianças.

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