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18 de maio: a importância de proteger crianças e adolescentes da violência

A importância de proteger crianças e adolescentes da violência – Imagem: Gerada por IA

Por Bianca Cabral (*)

O dia 18 de maio marca uma data importante para a sociedade brasileira: o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data tem como objetivo mobilizar a sociedade para a proteção da infância e reforçar a responsabilidade coletiva no enfrentamento de diferentes formas de violência contra crianças e adolescentes.

A escolha dessa data está relacionada ao caso que deu origem à mobilização nacional pela proteção da infância: o assassinato da menina Araceli Crespo, ocorrido em 1973, em Vitória, no Espírito Santo. O crime, marcado por violência e impunidade, se tornou um símbolo da luta pelos direitos de crianças e adolescentes no país e impulsionou movimentos sociais voltados à prevenção e denúncia de abusos.

A violência contra crianças pode ocorrer de diversas formas, incluindo violência física, psicológica, negligência e abuso sexual. Muitas vezes, esses episódios acontecem em ambientes próximos à criança, o que torna a identificação ainda mais delicada e exige atenção por parte de familiares, educadores, profissionais da saúde e da comunidade em geral.

A proteção da infância é uma responsabilidade compartilhada. Estar atento a mudanças de comportamento, sinais de sofrimento emocional ou relatos que indiquem situações de risco pode ser um passo importante para interromper ciclos de violência e garantir que a criança receba apoio e proteção.

Nesse contexto, profissionais que atuam diretamente com crianças também possuem um papel fundamental. Ambientes terapêuticos e educacionais podem se tornar espaços seguros, onde a criança se sente acolhida, ouvida e respeitada em suas necessidades.

Falar sobre o 18 de maio também significa promover informação, conscientização e fortalecimento das redes de proteção. Quanto mais a sociedade compreende a importância de proteger a infância, maiores são as possibilidades de prevenção e enfrentamento da violência.

Garantir que crianças cresçam em ambientes seguros, com respeito e proteção, é uma responsabilidade coletiva. A construção de uma sociedade mais consciente começa justamente pelo compromisso de cuidar e proteger aqueles que ainda estão em processo de desenvolvimento.

(*) Bianca Cabral é acompanhante terapêutica e integra equipe de intervenção baseada em ABA, atuando no acompanhamento de crianças no desenvolvimento de habilidades comportamentais, comunicativas e sociais

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