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Vimade chega ao mercado como nova opção terapêutica para TDAH e compulsão alimentar

Vimade para TDAH, medicamento à base de lisdexanfetamina utilizado no tratamento do TDAH e da compulsão alimentar
Medicamento à base de lisdexanfetamina amplia opções terapêuticas para pacientes com TDAH e compulsão alimentar — Imagem: IA

Medicamento à base de lisdexanfetamina amplia opções de tratamento para pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e compulsão alimentar

O Vimade para TDAH, medicamento à base de dimesilato de lisdexanfetamina, passou a estar disponível no mercado brasileiro como uma nova opção terapêutica para pacientes diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA). O produto chega em apresentações de 30 mg, 50 mg e 70 mg.

A lisdexanfetamina já é um princípio ativo conhecido na prática clínica e utilizado no tratamento do TDAH e da compulsão alimentar periódica. A chegada de novas apresentações ao mercado pode ampliar as alternativas disponíveis para médicos e pacientes, permitindo maior flexibilidade na definição das estratégias terapêuticas.

O que é a lisdexanfetamina e como ela atua no TDAH

A lisdexanfetamina pertence à classe dos psicoestimulantes e atua no sistema nervoso central. O medicamento é utilizado para auxiliar no controle de sintomas como desatenção, impulsividade e hiperatividade em pessoas diagnosticadas com TDAH.

Além disso, também possui indicação para o tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar em adultos, condição caracterizada por episódios recorrentes de ingestão excessiva de alimentos acompanhados de perda de controle.

Especialistas ressaltam que o tratamento dessas condições deve ser individualizado e pode envolver acompanhamento médico, psicológico, psicopedagógico, nutricional e outras intervenções multidisciplinares, conforme a necessidade de cada paciente.

Uso do Vimade exige acompanhamento médico

Por se tratar de um medicamento de controle especial, a utilização da lisdexanfetamina exige avaliação médica e acompanhamento regular.

O tratamento pode não ser indicado para pessoas com determinadas condições de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, hipertensão arterial não controlada, glaucoma, hipertireoidismo, transtornos graves de ansiedade ou histórico de abuso de substâncias.

A decisão sobre a prescrição deve sempre considerar o histórico clínico do paciente, os benefícios esperados e os possíveis riscos associados ao tratamento.

Possíveis efeitos adversos da lisdexanfetamina

Assim como ocorre com outros medicamentos utilizados no tratamento do TDAH, alguns efeitos adversos podem ocorrer durante o uso da lisdexanfetamina.

Entre os mais frequentemente relatados estão:

  • insônia;
  • redução do apetite;
  • perda de peso;
  • boca seca;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • elevação da pressão arterial.

Por esse motivo, especialistas recomendam acompanhamento médico contínuo durante o tratamento, especialmente em pacientes com fatores de risco cardiovasculares.

Tratamento deve ser individualizado

Especialistas ressaltam que o tratamento do TDAH e do Transtorno de Compulsão Alimentar deve ser definido de forma individualizada. A escolha do medicamento depende de fatores como idade, histórico clínico, presença de outras condições de saúde e resposta ao tratamento. Por isso, a utilização de medicamentos à base de lisdexanfetamina deve ocorrer sempre sob orientação médica e dentro de um plano terapêutico que pode incluir acompanhamento psicológico, psicopedagógico, nutricional e familiar.

Nova opção amplia alternativas para tratamento do TDAH

O lançamento do Vimade ocorre em um momento de crescente conscientização sobre o TDAH e outros transtornos relacionados à saúde mental e ao neurodesenvolvimento.

Nos últimos anos, o aumento do acesso à informação tem contribuído para diagnósticos mais precoces e para uma maior busca por tratamento especializado. Nesse cenário, a disponibilidade de novas opções terapêuticas pode representar uma ampliação das possibilidades de cuidado oferecidas aos pacientes.

Ainda assim, especialistas destacam que medicamentos são apenas uma das ferramentas disponíveis no tratamento. O acompanhamento multiprofissional, o suporte familiar, a orientação educacional e os hábitos saudáveis continuam desempenhando papel fundamental na promoção da qualidade de vida e no manejo dos sintomas.

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