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Anvisa aprova novo medicamento contra enxaqueca no Brasil

Nurtec ODT chega como alternativa inovadora para pacientes que sofrem crises frequentes - Imagem: IA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação do medicamento Nurtec ODT, desenvolvido pela farmacêutica Pfizer, para o tratamento de enxaqueca em adultos. A decisão marca um avanço importante no combate a uma das condições neurológicas mais incapacitantes do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O fármaco é indicado para pacientes que enfrentam ao menos quatro crises mensais, oferecendo uma nova opção terapêutica que atua tanto na prevenção quanto no controle das crises agudas. A aprovação reacende expectativas entre milhões de brasileiros que convivem com dores recorrentes e debilitantes.

Como funciona

O princípio ativo do Nurtec ODT é o rimegepanto hemisulfato sesqui-hidratado, pertencente a uma nova classe de medicamentos que bloqueia a proteína CGRP, responsável por desencadear dor e inflamação durante os ataques de enxaqueca. Diferente dos tratamentos tradicionais, que se concentram apenas no alívio da dor, o novo método busca atuar na origem do problema.

Impacto da enxaqueca

Dados da OMS apontam que a enxaqueca é a segunda condição mais incapacitante do planeta. Os episódios podem durar de quatro a 72 horas e são acompanhados de sintomas como náuseas, sensibilidade à luz e ao som, além de vômitos.

– 55% dos pacientes relatam queda significativa de produtividade.

– 30% afirmam que a doença afeta a vida social.

– 47% enfrentam crises frequentes que limitam atividades cotidianas.

Expectativas com o tratamento

Estudos clínicos indicam que o Nurtec ODT pode reduzir a frequência das crises e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O comprimido sublingual facilita a administração e aumenta a adesão ao tratamento. Para o neurologista Dr. Carlos Alberto, “a chegada de medicamentos como o Nurtec representa um avanço significativo na medicina moderna, oferecendo melhores condições de vida para os afetados pela enxaqueca”.

Especialistas ressaltam que o uso do medicamento deve ser acompanhado de estratégias complementares, como mudanças no estilo de vida e cuidados com saúde mental, já que fatores como estresse e ansiedade podem intensificar os sintomas. Iniciativas de conscientização, como as promovidas pelo Sertep, também são consideradas fundamentais para ampliar o conhecimento da sociedade sobre os impactos da enxaqueca.

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