A confirmação de uma lesão de grau 2 na panturrilha de Neymar mudou os planos da Seleção Brasileira nesta reta final de preparação. O diagnóstico, que aponta uma ruptura parcial das fibras musculares, exige repouso e cuidados específicos para que o atleta recupere a força e a função do músculo.
De acordo com o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, o prazo estimado para a liberação do jogador é de duas a três semanas. Com isso, Neymar está fora dos amistosos contra o Panamá, neste domingo (31), no Maracanã, e contra o Egito, no dia 6 de junho, nos Estados Unidos.
Adaptação tática e força mental
A ausência do camisa 10 nos últimos testes aumenta a responsabilidade do grupo e exige agilidade do técnico Carlo Ancelotti para testar novas formações táticas. Além do desfalque em campo, o momento exige resiliência e foco mental do jogador para enfrentar a rotina intensa de fisioterapia.
O problema começou no dia 17, quando Neymar sentiu a panturrilha jogando pelo Santos contra o Coritiba. O edema inicial, que é o acúmulo de líquidos decorrente do esforço ou trauma, já indicava a necessidade de atenção, conforme explica o ortopedista Eduardo Ramalho.
O processo de recuperação
Diferente do estiramento leve (grau 1) ou da ruptura completa (grau 3), a lesão de grau 2 é considerada moderada. O tratamento envolve fisioterapia constante e acompanhamento médico rigoroso para garantir a cicatrização completa das fibras.
Se a evolução for positiva, o atacante poderá se integrar ao elenco dois dias antes da estreia na Copa. Caso o prazo se estenda, a comissão técnica precisará avaliar sua participação no primeiro jogo do mundial, priorizando o retorno seguro do atleta aos gramados.








