A decisão histórica marca uma nova era no tratamento da obesidade, oferecendo esperança a milhares de pacientes.
A partir de meados de junho de 2026, a França se tornará o primeiro país da União Europeia a reembolsar medicamentos prescritos para o tratamento de obesidade severa. A medida, anunciada pela ministra da Saúde, Stéphanie Rist, cobrirá os tratamentos injetáveis Wegovy (da Novo Nordisk) e Mounjaro (da Eli Lilly), que têm liderado as inovações no controle de peso global.
O reembolso será destinado a pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 35 que apresentem pelo menos uma comorbidade, ou com IMC a partir de 40, independentemente de outras condições de saúde. O sistema público cobrirá inicialmente 65% do valor, mas a maior parte dos elegíveis terá cobertura de 100% devido às doenças associadas.
Impacto financeiro e acesso ampliado
Atualmente, os pacientes franceses pagam em média 300 euros por mês por esses medicamentos. Com a nova política, estima-se que cerca de um milhão de pessoas se enquadrem nos critérios de elegibilidade, embora a concessão dependa da avaliação médica individual. O custo anual para o Estado francês está projetado em 100 milhões de euros quando o programa estiver totalmente implantado.
Etienne Tichit, gerente geral da Novo Nordisk na França, destacou que a iniciativa responde a um desafio urgente de saúde. Paralelamente, a Agência Europeia de Medicamentos (AEM) recomendou recentemente a aprovação da versão oral do Wegovy, abrindo caminho para o primeiro tratamento em pílula na Europa, o que deve ampliar ainda mais o acesso a novas terapias.
A importância do cuidado integral
Especialistas em saúde reforçam que a facilitação do acesso aos medicamentos deve ser integrada a um modelo de cuidado amplo e acolhedor. O tratamento farmacológico apresenta resultados mais consistentes e seguros quando associado ao acompanhamento nutricional, suporte psicológico e terapias multidisciplinares.
Dessa forma, o suporte médico contínuo e a conscientização sobre a complexidade da obesidade permanecem fundamentais para garantir a saúde, a qualidade de vida e o bem-estar integral dos pacientes a longo prazo.








