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Ozivy: primeira semaglutida brasileira chega ao mercado com preço mais acessível

Caneta Ozivy, primeira semaglutida brasileira desenvolvida pela EMS para tratamento da obesidade.
Caneta de semaglutida, Ozivy, da EMS, que promete tornar o tratamento da obesidade mais acessível — Imagem: IA

Medicamento da EMS chega às farmácias em junho com valor inferior ao das versões importadas e amplia o acesso ao tratamento da obesidade no Brasil.

A farmacêutica EMS anunciou o lançamento do Ozivy, a primeira caneta nacional de semaglutida destinada ao tratamento da obesidade. O medicamento chega às farmácias brasileiras no dia 15 de junho com preço inicial a partir de R$ 452, valor significativamente inferior ao praticado atualmente por versões importadas da mesma categoria.

A novidade surge em um momento em que a obesidade se consolida como um dos principais desafios de saúde pública do país. Para muitos pacientes, o custo elevado dos medicamentos sempre representou uma barreira para iniciar ou manter o tratamento. A chegada de uma alternativa nacional pode ampliar o acesso a uma terapia já reconhecida por sua eficácia clínica.

Quando o preço deixa de ser barreira

O Ozivy será comercializado por valores inferiores aos praticados por medicamentos importados à base de semaglutida, como Ozempic e Wegovy.

Além da venda individual, a EMS anunciou um programa de adesão ao tratamento. Nos primeiros meses, os pacientes poderão adquirir três canetas por aproximadamente R$ 863,23, reduzindo o custo médio mensal para cerca de R$ 287 durante o período inicial.

Após essa etapa, cada unidade terá valor estimado em R$ 498, ainda abaixo dos preços praticados por produtos concorrentes.

Segundo a empresa, mais de 500 mil canetas estarão disponíveis inicialmente em farmácias de todo o país.

O que é a semaglutida e como ela funciona

A semaglutida pertence à classe dos agonistas do GLP-1, medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

A substância atua em mecanismos relacionados ao controle do apetite, aumentando a sensação de saciedade e contribuindo para a redução da ingestão alimentar. Quando associada ao acompanhamento médico, alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, pode auxiliar significativamente na perda de peso.

Nos últimos anos, medicamentos dessa categoria passaram a ganhar destaque devido aos resultados observados no tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de peso.

Obesidade é um dos principais desafios de saúde pública

Dados recentes apontam que mais de 60% da população adulta brasileira apresenta excesso de peso. A obesidade está associada ao aumento do risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, apneia do sono e diversos outros problemas de saúde.

Especialistas reforçam que a obesidade deve ser tratada como uma condição médica crônica, que exige acompanhamento profissional e estratégias de cuidado individualizadas.

Além dos impactos físicos, a doença também pode afetar a saúde mental, a qualidade de vida e a participação social dos pacientes.

Concorrência que beneficia os pacientes

A chegada do Ozivy ocorre após mudanças no mercado que permitiram o aumento da concorrência no segmento da semaglutida.

Até então, os produtos da farmacêutica Novo Nordisk dominavam esse mercado. Com a entrada da EMS, os pacientes passam a contar com uma alternativa nacional, ampliando as opções disponíveis para tratamento.

Especialistas avaliam que o aumento da concorrência tende a favorecer a redução de preços e a ampliação do acesso aos medicamentos ao longo dos próximos anos.

Tratamento vai além do medicamento

Embora represente uma nova alternativa terapêutica, o Ozivy não substitui a necessidade de acompanhamento multiprofissional.

Médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos desempenham papel fundamental no tratamento da obesidade, contribuindo para mudanças sustentáveis nos hábitos de vida e para melhores resultados a longo prazo.

A chegada da primeira semaglutida nacional amplia as opções disponíveis para os pacientes brasileiros e pode representar um avanço importante na busca por tratamentos mais acessíveis e inclusivos.

Especialistas reforçam que o medicamento deve ser utilizado exclusivamente sob prescrição médica e com acompanhamento profissional adequado.

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