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Doenças crônicas: como reduzir riscos durante o tratamento

Como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas
Como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas. Imagem: Marcello Casal jr/Agência Brasil
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

O cuidado com doenças crônicas exige acompanhamento contínuo e atenção em diferentes etapas, desde a prevenção e o diagnóstico até o tratamento e o autocuidado. Para reforçar a importância de reduzir erros e outros danos evitáveis durante esse processo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu as doenças não transmissíveis como tema do Dia Mundial da Segurança do Paciente de 2026, celebrado em 17 de setembro.

Entre as principais doenças crônicas estão doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Essas condições podem afetar pessoas de diferentes idades e, em muitos casos, exigem medicamentos, consultas e exames por longos períodos.

Segundo a OMS, as doenças não transmissíveis são responsáveis por cerca de 74% das mortes no mundo. A necessidade de cuidados prolongados também aumenta as oportunidades para que ocorram falhas na comunicação, problemas com medicamentos, atrasos no diagnóstico e outros eventos que poderiam ser evitados.

Doenças crônicas exigem cuidado seguro por toda a vida

Quem convive com doenças crônicas costuma ter contato frequente com diferentes profissionais e serviços de saúde. Esse acompanhamento pode envolver consultas na atenção básica, exames, consultas com especialistas, uso contínuo de medicamentos e mudanças na rotina.

A OMS alerta que os riscos à segurança podem aparecer em qualquer uma dessas etapas. Por isso, o cuidado precisa ser coordenado e as informações sobre o paciente devem acompanhar sua trajetória no sistema de saúde.

A segurança também não depende apenas dos profissionais. O paciente e seus familiares podem participar das decisões, tirar dúvidas e informar mudanças no quadro. Esse envolvimento ajuda a tornar o acompanhamento das doenças crônicas mais organizado e seguro.

Como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas?

O Ministério da Saúde orienta que pacientes mantenham as informações de saúde atualizadas e procurem entender o próprio plano de cuidado. Durante uma consulta, algumas perguntas simples podem evitar dúvidas e ajudar na continuidade do tratamento.

É importante saber, por exemplo, qual é o objetivo de cada medicamento, como ele deve ser usado, quais reações exigem atenção, quando será necessário retornar ao serviço de saúde e onde procurar atendimento caso o quadro piore.

Se alguma orientação não ficar clara, o paciente deve pedir que o profissional explique novamente usando uma linguagem mais simples. Também pode ser útil anotar as principais informações recebidas durante a consulta.

Esses cuidados são especialmente importantes no acompanhamento de doenças crônicas, porque o tratamento pode envolver diferentes medicamentos e profissionais ao longo do tempo.

Acompanhamento regular ajuda no controle das doenças crônicas

Manter consultas e exames em dia permite acompanhar a evolução das doenças crônicas e identificar mudanças no estado de saúde.

O acompanhamento regular também possibilita ajustar o tratamento quando necessário e melhorar a comunicação entre os diferentes serviços envolvidos. Isso é importante porque muitas pessoas com doenças crônicas passam por mais de uma área da saúde durante o tratamento.

Além disso, quem utiliza vários medicamentos deve informar aos profissionais tudo o que está tomando, incluindo remédios prescritos por outros médicos, medicamentos de uso eventual e outros produtos utilizados para a saúde.

Essa informação ajuda a reduzir o risco de problemas relacionados aos medicamentos e evita que dados importantes sejam esquecidos durante a consulta.

Doenças crônicas podem exigir participação da família

Nem sempre a pessoa consegue acompanhar sozinha todas as orientações relacionadas às doenças crônicas. Quando houver dificuldade para compreender ou lembrar as recomendações, comparecer à consulta com alguém de confiança pode ajudar.

Um familiar ou cuidador pode ajudar a registrar informações, organizar horários dos medicamentos e observar mudanças no estado de saúde.

Isso não significa retirar a autonomia do paciente. A participação de pessoas próximas deve acontecer de acordo com a necessidade e a vontade de quem está recebendo o cuidado.

O que fazer quando os sintomas piorarem?

Quem tem doenças crônicas precisa saber quais alterações exigem contato com a equipe de saúde e quais situações são consideradas emergências.

Uma piora repentina dos sintomas, dificuldade para respirar, dor intensa, perda de consciência ou outros sinais graves exigem avaliação imediata. Nesses casos, não é recomendado esperar pela próxima consulta.

Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.

Ter essas informações previamente ajuda o paciente e a família a agir com mais rapidez quando houver uma mudança importante no quadro.

Segurança também envolve o autocuidado

O cuidado com doenças crônicas não acontece apenas dentro de hospitais e consultórios. A OMS destaca que a segurança precisa estar presente também no cotidiano, durante o uso de medicamentos, o acompanhamento dos sintomas e outras ações de autocuidado.

Para isso, é importante seguir as orientações recebidas pelos profissionais, evitar alterações no tratamento por conta própria e comunicar qualquer efeito inesperado.

Manter uma lista atualizada dos medicamentos utilizados também pode facilitar o atendimento em consultas ou situações de urgência.

Por que a segurança do paciente é tão importante?

A segurança do paciente busca evitar danos que poderiam ser prevenidos durante a assistência à saúde. Segundo a OMS, cerca de um em cada dez pacientes sofre algum tipo de dano durante o cuidado, e aproximadamente metade desses casos é considerada evitável.

No caso das doenças crônicas, o risco pode ser maior porque o tratamento costuma durar muitos anos e envolver diferentes serviços e profissionais.

Por isso, a comunicação clara, a continuidade do atendimento, o uso seguro de medicamentos e a participação do paciente são considerados pontos importantes para reduzir problemas e melhorar a qualidade do cuidado.

O Dia Mundial da Segurança do Paciente de 2026 reforça justamente essa ideia: quem vive com doenças crônicas precisa de um cuidado seguro em todas as etapas, e não apenas quando procura atendimento por causa de uma piora.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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