A baixa cobertura vacinal contra a dengue em Ipatinga preocupa a Secretaria Municipal de Saúde, especialmente com a chegada do período chuvoso, quando as condições de umidade e o acúmulo de água favorecem a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Dados do Departamento de Vigilância em Saúde apontam que, em 2026, apenas 14,5% do público-alvo recebeu a primeira dose da vacina contra a dengue e 13,6% recebeu a segunda dose. O índice está muito abaixo da meta de 90% de cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde.
Na faixa etária de 10 a 14 anos, 13.688 crianças e adolescentes deveriam receber as duas doses da vacina contra dengue. A vacina é uma das medidas de prevenção da doença e contribui para reduzir o risco de casos graves e hospitalizações.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Josiane de Castro, alerta para a importância de a população procurar os serviços de saúde e manter os cuidados preventivos dentro de casa.
“Com a chegada do período chuvoso, precisamos redobrar a atenção. A água acumulada em recipientes, calhas, pneus e outros objetos pode se transformar em criadouro do mosquito. A vacinação também é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra a dengue. Por isso, orientamos os pais e responsáveis a procurarem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e garantir as duas doses”, destaca Josiane.
Liraa aponta médio risco de infestação
O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em setembro, registrou índice de infestação predial de 2,9% em Ipatinga. O resultado é classificado como médio risco e indica a necessidade de intensificar as medidas de prevenção e controle do mosquito.
O levantamento permite identificar a presença de focos do vetor e orientar as ações de combate às arboviroses no município. Com as chuvas, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a orientação para que os moradores eliminem recipientes que possam acumular água, mantenham caixas d’água tampadas e verifiquem quintais, vasos de plantas, calhas e ralos.
A prevenção depende da participação de toda a população. A recomendação é reservar alguns minutos por semana para vistoriar a residência e eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Vacinação contra a febre amarela
A Secretaria Municipal de Saúde também alerta para a importância da vacinação contra a febre amarela. A cobertura vacinal no município está em 87,58% na população de 9 meses a 59 anos, índice que reforça a necessidade de ampliar a proteção da população. Em crianças de 9 meses a cobertura está 83,89% e na faixa etária de 4 anos encontra-se com 79,28%.
A orientação é que os moradores procurem uma unidade de saúde para conferir o cartão de vacinação e verificar se há doses pendentes, tanto contra a febre amarela quanto contra outras doenças contempladas pelo calendário vacinal.








