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Gestantes com autismo terão assistência em saúde mental em Minas Gerais

Projeto aprovado pela Assembleia Legislativa amplia o atendimento durante o pré-natal e o pós-parto para mulheres com Transtorno do Espectro Autista.
Imagem ilustrativa gerada por IA representa vitória de gestantes com autismo para acompanhamento em saúde mental.
Imagem ilustrativa gerada por IA representa vitória da gestante com Transtorno do Espectro Autista para acompanhamento em saúde mental — Imagem: IA

As gestantes com autismo em Minas Gerais poderão contar com acompanhamento específico em saúde mental durante a gravidez e o pós-parto. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, na terça-feira (23), o Projeto de Lei (PL) 948/23, que altera a legislação estadual para incluir esse atendimento entre as diretrizes da política de saúde materna e infantil.

A proposta, apresentada pela deputada Alê Portela (PL), prevê a criação de um programa estadual de acompanhamento voltado às mulheres com Transtorno do Espectro Autista (TEA), reconhecendo as necessidades específicas desse público durante a gestação e após o nascimento do bebê.

Segundo a justificativa do projeto, mulheres com TEA apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de transtornos como a depressão durante o período gestacional e também podem enfrentar maior risco de complicações obstétricas, como parto prematuro, pré-eclâmpsia e ruptura uterina.

Gestantes com autismo terão acompanhamento no pré-natal e pós-parto

A nova legislação determina que o atendimento em saúde materna passe a considerar as necessidades das gestantes com TEA, oferecendo acompanhamento psicológico durante o pré-natal e o pós-parto.

O objetivo é ampliar o acesso ao cuidado especializado, permitindo que essas mulheres recebam atendimento compatível com suas características clínicas e sensoriais durante todo o período gestacional.

Além das gestantes diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista, a alteração na legislação também contempla mães que apresentem hipersensibilidade sensorial ou dificuldades significativas de interação social, conforme os critérios previstos no texto aprovado.

Projeto altera política estadual de saúde materna

O PL 948/23 modifica a Lei Estadual nº 22.422, de 2016, que estabelece diretrizes para as políticas públicas de saúde materna e infantil em Minas Gerais.

Com a alteração, o acompanhamento em saúde mental passa a integrar de forma mais específica o atendimento destinado às mulheres com TEA, fortalecendo a oferta de assistência durante uma fase considerada de maior vulnerabilidade física e emocional.

Durante a tramitação da proposta, a deputada Alê Portela destacou a importância de ampliar o acolhimento às gestantes autistas.

“As gestantes precisam de acolhimento e compreensão. Precisamos garantir que estejam bem, não só fisicamente, mas mentalmente. E isso não é apenas uma questão de saúde, mas de dignidade e respeito aos direitos humanos.”

Sessão também aprovou outras propostas sobre inclusão

Na mesma reunião plenária, os deputados estaduais aprovaram outros projetos voltados à inclusão das pessoas com deficiência.

Entre eles está o Projeto de Lei 71/23, que trata da ampliação da acessibilidade em editais de concursos públicos, e o PL 4.820/25, que prevê incentivos fiscais para instituições de ensino que atendam estudantes com Transtorno do Espectro Autista.

As propostas seguem a política estadual de fortalecimento de medidas voltadas à inclusão, acessibilidade e garantia de direitos das pessoas com deficiência.

Medida amplia políticas de atenção às mulheres com TEA

A aprovação do projeto representa uma atualização das políticas públicas voltadas à saúde materna em Minas Gerais, incorporando medidas específicas para um grupo que demanda acompanhamento especializado.

A expectativa é que a inclusão do atendimento psicológico durante a gestação e o pós-parto contribua para ampliar o suporte oferecido às mulheres com TEA na rede pública estadual de saúde.

Após a aprovação pela Assembleia Legislativa, o projeto segue para as etapas previstas no processo legislativo até sua implementação, conforme os procedimentos legais aplicáveis.

Com a mudança, Minas Gerais amplia as diretrizes de atendimento destinadas às gestantes com Transtorno do Espectro Autista, incorporando ações voltadas à saúde mental dentro da política estadual de assistência materno-infantil.

FAQ

1. O que prevê o projeto aprovado em Minas Gerais?

O projeto amplia a política estadual de saúde materna para incluir acompanhamento em saúde mental durante o pré-natal e o pós-parto de gestantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

2. Quem será beneficiado pela nova medida?

Gestantes com Transtorno do Espectro Autista e, conforme o texto aprovado, mulheres com hipersensibilidade sensorial ou dificuldades significativas de interação social.

3. Qual projeto de lei foi aprovado?

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o Projeto de Lei nº 948/23, de autoria da deputada Alê Portela.

4. Por que a medida foi proposta?

A proposta busca ampliar o atendimento especializado, considerando que mulheres com TEA podem apresentar maior risco de transtornos relacionados à saúde mental e de complicações durante a gestação.

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