O alisamento capilar irregular voltou ao centro da atenção após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso do produto “Bottox Amazon Therapy Natuvegan”, comercializado pela empresa Progressiva Orgânica.
Segundo a agência, o cosmético era vendido sem autorização sanitária e utilizava indevidamente o registro de outra empresa, prática considerada irregular pela legislação brasileira.
A medida foi anunciada em junho de 2026 e integra as ações de fiscalização da Anvisa para impedir a circulação de cosméticos sem regularização. De acordo com a agência, a empresa cujo registro aparecia na embalagem informou que não fabricava o produto nem autorizou o uso de seus dados, o que levou à adoção das medidas sanitárias.
A decisão busca reduzir os riscos associados ao uso de produtos sem controle regulatório e reforça a importância de adquirir cosméticos apenas de fabricantes regularmente cadastrados junto aos órgãos competentes.
Por que a Anvisa proibiu o produto
A Anvisa informou que o produto era comercializado sem registro ou notificação sanitária válida e utilizava informações de uma empresa sem qualquer vínculo com sua fabricação.
No Brasil, cosméticos devem cumprir as exigências estabelecidas pela legislação sanitária antes de serem colocados no mercado. Dependendo da classificação do produto, é necessário realizar notificação ou registro junto à agência, permitindo o acompanhamento das condições de fabricação, composição e segurança.
Quando essas exigências não são atendidas, a Anvisa pode determinar a suspensão da fabricação, distribuição, venda, propaganda e uso do produto, além de adotar outras medidas previstas na legislação.
Quais são os riscos dos cosméticos irregulares
Produtos comercializados sem controle sanitário podem apresentar riscos à saúde, principalmente quando não há informações confiáveis sobre sua composição ou sobre os processos de fabricação.
Em procedimentos de alisamento capilar, a utilização de substâncias proibidas ou em concentrações inadequadas pode provocar irritações na pele, queimaduras, reações alérgicas, danos aos fios e outros efeitos indesejados.
Além dos possíveis impactos à saúde, produtos irregulares dificultam a rastreabilidade em caso de problemas, comprometendo a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Como verificar se um cosmético está regularizado
A Anvisa orienta que consumidores consultem a situação do produto antes da compra, especialmente quando a venda ocorre pela internet ou em marketplaces.
A verificação pode ser feita por meio das ferramentas de consulta disponibilizadas pela própria agência, permitindo confirmar se o cosmético possui registro ou notificação válidos e se o fabricante está regularmente identificado.
Também é recomendável desconfiar de embalagens com informações incompletas, ausência de identificação do fabricante, promessas exageradas de resultados ou preços muito abaixo dos praticados no mercado.
Fiscalização busca proteger consumidores
A atuação da Anvisa tem como objetivo reduzir a circulação de produtos que não atendem aos requisitos sanitários exigidos no país e preservar a segurança dos consumidores.
Além de combater fraudes, as ações de fiscalização contribuem para manter a concorrência em condições mais equilibradas entre empresas que cumprem as normas regulatórias e fabricantes que atuam de forma irregular.
A agência também incentiva consumidores a comunicarem suspeitas de irregularidades por meio dos canais oficiais, permitindo que novas investigações sejam realizadas quando necessário.
Decisão reforça cuidados na compra de cosméticos
O caso do produto proibido demonstra a importância de verificar a origem e a regularização de cosméticos antes da utilização, principalmente quando adquiridos em plataformas digitais.
Embora a praticidade das compras online tenha ampliado o acesso a produtos de beleza, a conferência das informações disponibilizadas pelo fabricante e da situação sanitária junto à Anvisa continua sendo uma das principais formas de reduzir riscos.
A fiscalização permanente e a adoção de práticas de consumo mais conscientes contribuem para aumentar a segurança no mercado de cosméticos e proteger a saúde da população.








