Mulheres de todo o país já podem ter acesso a teleatendimento psicológico pelo SUS, com prioridade para aquelas que estão em situação de violência, mães atípicas e mulheres que exercem atividades de cuidado não remunerado. O serviço poderá realizar até 100 mil consultas por mês.
O atendimento é feito por videochamada e busca oferecer um espaço seguro para que as pacientes possam falar sobre as situações vividas, receber acolhimento e construir estratégias de proteção e cuidado.
A iniciativa faz parte da ação Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
Quem pode receber o teleatendimento psicológico?
O serviço de teleatendimento psicológico é voltado para mulheres com 18 anos ou mais que estejam passando por situações de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral.
Também estão incluídas mulheres que enfrentam sobrecarga de cuidados não remunerados, como aquelas responsáveis pelo acompanhamento de pessoas com deficiência, familiares neurodivergentes ou pessoas com doenças raras.
A proposta é atender mulheres que enfrentam situações que podem gerar sofrimento emocional e que precisam de apoio psicológico.
Como acessar o atendimento pelo SUS?
O serviço é gratuito e pode ser solicitado pelo aplicativo Acolhe Mais, disponível na página inicial do Meu SUS Digital, ou pelo site da plataforma.
Para entrar, é necessário fazer login utilizando a conta Gov.br.
A mulher não precisa apresentar encaminhamento de outro serviço de saúde para solicitar o atendimento. Também não é necessário apresentar documentos que comprovem a situação de violência, vulnerabilidade ou a condição de cuidadora não remunerada.
Como funciona o cadastro para o teleatendimento psicológico?
Primeiro, a interessada precisa preencher um formulário online e responder às perguntas do acolhimento digital.
Depois que a solicitação é enviada, uma equipe de profissionais analisa as informações. O retorno deve ser feito em até 24 horas.
Quando a consulta é agendada, a paciente recebe a confirmação, orientações, lembretes e o link para participar da videochamada.
Como são as consultas?
As sessões de teleatendimento psicológico têm duração mínima de 50 minutos.
O atendimento começa com um acolhimento e pode seguir com acompanhamento psicológico em ciclos de até 10 sessões. Caso seja necessário, o acompanhamento poderá ser renovado.
A proposta também prevê, sempre que possível, que a mesma psicóloga acompanhe a mulher durante todo o processo. A intenção é facilitar a criação de vínculo e dar continuidade ao atendimento.
As consultas são realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, seguindo o horário de Brasília.
O que fazer em caso de violência?
O teleatendimento psicológico é uma forma de apoio, mas não substitui os serviços de emergência em situações de risco imediato.
Quando houver uma situação de violência em andamento ou risco iminente, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Em casos que envolvam necessidade de atendimento médico de urgência, também é possível chamar o Samu pelo 192.
Outro canal disponível é o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados.
O novo serviço amplia as opções de acesso ao atendimento psicológico pelo SUS e permite que mulheres que enfrentam situações de violência ou sobrecarga de cuidados procurem ajuda sem precisar sair de casa.
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