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Saúde Mental em Minas Gerais: Aumento de 25% nos Casos de Suicídio

Saúde mental em Minas Gerais enfrenta desafios críticos, com aumento de 25% nas taxas de suicídio. Saiba como acessar atendimento no SUS.
Profissional de saúde mental atendendo paciente em centro de atenção psicossocial em Minas Gerais
Centro de Atenção Psicossocial em Minas Gerais oferece serviços sem julgamentos — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A saúde mental em Minas Gerais enfrenta desafios críticos, com aumento de 25% nas taxas de suicídio entre 2018 e 2023, conforme o relatório “Setembro Amarelo”. A taxa de 9,23 óbitos por 100 mil habitantes ultrapassa a média nacional, segundo dados da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte.

O levantamento estadual aponta que o crescimento das notificações reflete tanto o aumento real dos casos quanto a melhoria nos sistemas de registro. Especialistas afirmam que a prevenção depende da ampliação do acesso aos serviços públicos e da quebra de barreiras culturais que impedem a busca por tratamento.

Como o estigma impacta a saúde mental em Minas Gerais

A saúde mental em Minas Gerais permanece cercada de preconceito social, conforme Denize Armond, representante da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte. “A sociedade precisa entender que buscar ajuda não é fraqueza, mas um ato de coragem”, afirma a especialista em entrevista oficial.

O estigma manifesta-se na resistência ao diagnóstico, no abandono de tratamentos e na falta de diálogo sobre sintomas dentro das famílias. Dados da Secretaria de Estado de Saúde indicam que 40% dos pacientes que iniciam acompanhamento psicológico interrompem o tratamento antes do prazo recomendado.

Além disso, a vergonha associada ao uso de medicamentos psiquiátricos contribui para a descontinuidade terapêutica. A psicóloga Juliana Baldo observa que a resistência ao tratamento medicamentoso ainda representa barreira significativa, mesmo após a conscientização promovida durante a pandemia.

Acesso à saúde mental em Minas Gerais pelo SUS

O Sistema Único de Saúde oferece atendimento em saúde mental em Minas Gerais por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que permitem acesso direto sem encaminhamento prévio.

Os CAPS funcionam em modalidades distintas conforme a demanda: CAPS I para municípios menores, CAPS II para cidades de médio porte, CAPS III com funcionamento 24 horas, CAPS AD para dependência química e CAPS infantojuvenil. Em Minas Gerais, a rede conta com 287 unidades distribuídas pelo estado.

As Unidades Básicas realizam acolhimento inicial, triagem e acompanhamento longitudinal de casos leves a moderados. Nos casos graves ou de risco iminente, o encaminhamento para CAPS ou hospitais de referência ocorre em até 72 hours, conforme protocolo estadual de atenção à crise.

Para orientação sobre pronto atendimento de saúde mental 24 horas, a população pode acessar o portal da Secretaria Municipal de Saúde ou ligar para o CVV (188).

Saúde mental em Minas Gerais e o papel de figuras públicas

Atletas como o zagueiro Lyanco e o ginasta Diego Hypólito compartilharam publicamente suas experiências com ansiedade e depressão, contribuindo para reduzir o estigma associado aos transtornos mentais. Segundo a Superintendência Regional de Saúde, relatos de figuras públicas aumentam em 30% a procura por atendimento nas semanas seguintes às declarações.

A exposição de casos entre personalidades evidencia que a saúde mental em Minas Gerais afeta todas as classes sociais, gêneros e faixas etárias. Dados nacionais apontam que 1 em cada 4 brasileiros apresentará algum transtorno mental ao longo da vida, conforme a Organização Mundial da Saúde.

Entretanto, especialistas alertam que a visibilidade midiática precisa ser acompanhada de informação qualificada sobre sintomas, tratamentos disponíveis e locais de atendimento, evitando romantização ou banalização dos transtornos.

Impacto da pandemia na saúde mental em Minas Gerais

A pandemia de COVID-19 ampliou a discussão sobre saúde mental em Minas Gerais, reduzindo parte do estigma e aumentando a procura por atendimento psicológico, segundo Juliana Baldo, psicóloga especializada em saúde pública.

O isolamento social, o luto coletivo e a insegurança econômica elevaram os índices de ansiedade e depressão em 47% no estado entre 2020 e 2021, conforme levantamento da Secretaria de Estado de Saúde. As UBS registraram aumento de 60% na demanda por consultas psicológicas no período.

No entanto, a resistência ao tratamento farmacológico permanece alta. Aproximadamente 35% dos pacientes diagnosticados com transtornos moderados a graves recusam prescrição de psicofármacos por receio de dependência ou efeitos colaterais, segundo dados do Ministério da Saúde.

Por isso, profissionais recomendam abordagem integrada que combine psicoterapia, acompanhamento médico e suporte familiar. Informações sobre tratamento integrado estão disponíveis no artigo sobre saúde mental e inclusão.

Prevenção e próximos passos para a saúde mental em Minas Gerais

A Secretaria de Estado de Saúde prevê expansão da rede de CAPS até dezembro de 2025, com foco em regiões com maior taxa de subnotificação. A meta estadual é reduzir em 15% a taxa de suicídio até 2027, conforme Plano Estadual de Prevenção.

As ações incluem capacitação de profissionais da atenção primária para identificação precoce de sinais de risco, ampliação de campanhas educativas e fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Municípios com menos de 50 mil habitantes receberão equipes itinerantes de saúde mental a partir do segundo semestre de 2025.

Além disso, o governo estadual estuda parcerias com universidades para oferta de telepsicologia em localidades sem CAPS, garantindo atendimento qualificado mesmo em áreas remotas. O CVV (188) permanece como canal gratuito, anônimo e disponível 24 horas para escuta ativa e encaminhamento.

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