O surto de hantavírus associado ao cruzeiro MV Hondius foi declarado encerrado pela Organização Mundial da Saúde em 2 de julho, após a última pessoa exposta concluir a quarentena, testar negativo e retornar para casa. O episódio somou 13 casos confirmados, três mortes e mobilizou autoridades sanitárias em 33 países e territórios.
O navio havia partido da Argentina, e os casos vinculados à embarcação levaram à identificação e ao acompanhamento de mais de 650 contatos. Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, “Nenhum outro caso foi relatado desde 25 de maio”. A declaração foi feita em coletiva de imprensa em Genebra.
Como o surto de hantavírus foi monitorado pela OMS
O surto de hantavírus exigiu monitoramento internacional porque a cepa envolvida, conhecida como vírus dos Andes, tem capacidade de transmissão de pessoa para pessoa. Esse fator diferenciou o episódio de infecções mais comuns por hantavírus, geralmente associadas ao contato com excrementos de roedores.
Durante a resposta sanitária, autoridades acompanharam contatos próximos dos pacientes para interromper possíveis cadeias de transmissão. Além disso, a quarentena da última pessoa exposta foi considerada pela OMS o ponto necessário para encerrar formalmente o episódio.
A resposta ao surto de hantavírus também envolveu vigilância em múltiplos países por causa do deslocamento internacional dos passageiros e contatos. Conforme a OMS, a ausência de novos registros desde 25 de maio sustentou a decisão de normalizar a situação ligada ao MV Hondius.
O que muda após o surto de hantavírus no MV Hondius
O encerramento do surto de hantavírus significa que não há novos casos associados ao cruzeiro desde 25 de maio e que o último contato monitorado já cumpriu o período de observação. A decisão não elimina a necessidade de vigilância em áreas onde hantavírus circulam.
Diana Rojas Álvarez, chefe de epidemias de alto impacto da OMS, afirmou que “O vírus dos Andes e outros hantavírus continuam a representar uma ameaça para a saúde pública, especialmente na América do Sul e em regiões endêmicas. O trabalho e a pesquisa sobre hantavírus devem continuar”.
Para o leitor, a orientação prática permanece ligada à exposição: pessoas que tiveram contato com roedores, ambientes contaminados ou casos suspeitos devem procurar atendimento de saúde se apresentarem sintomas e informar o histórico de exposição. Portanto, a comunicação rápida com serviços de saúde ajuda as equipes a definir monitoramento e investigação adequados.
Leia também:




