Home / Neuro / EJA para autistas entra em debate diante da evasão em Goiás

EJA para autistas entra em debate diante da evasão em Goiás

EJA para autistas é discutida em Goiás após dados mostrarem evasão escolar e 48% de adultos autistas sem formação básica concluída.
Sala de aula com recursos pedagógicos para EJA para autistas em Goiás
Samuel Carvalho, pré-candidato à Assembleia Legislativa de Goiás, defende EJA para autistas e neurodivergentes — Imagem: IA
🧠 Informação educativa
As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento por profissionais habilitados.

A EJA para autistas entrou no debate público em Goiás após dados educacionais indicarem que 48% dos adultos autistas no estado não têm instrução formal ou não concluíram o Ensino Fundamental.

A proposta prevê um programa de Educação de Jovens e Adultos voltado a pessoas autistas e neurodivergentes. O tema ganhou espaço em meio à diferença entre o acesso inicial à escola e a permanência nos anos seguintes.

Segundo os dados citados na discussão, entre 92% e 95% das crianças autistas de 5 a 9 anos em Goiás estão matriculadas no Ensino Fundamental. No entanto, a permanência cai na transição para etapas posteriores: apenas um em cada três adolescentes autistas permanece na escola.

Essa queda concentra a preocupação de famílias atípicas e educadores. Além disso, o problema envolve a falta de profissionais especializados, adaptações pedagógicas insuficientes e descontinuidade entre redes municipais e estaduais.

Por que a EJA para autistas é discutida em Goiás

A EJA para autistas é apresentada como uma alternativa para jovens e adultos que deixaram a escola ou não conseguiram concluir a formação básica no tempo regular.

Samuel Carvalho, empresário e pré-candidato à Assembleia Legislativa de Goiás, defende a criação do programa. Ele afirma que a proposta deve alcançar pessoas autistas e outros neurodivergentes que ficaram fora da trajetória escolar formal.

“Precisamos corrigir esse gargalo de inclusão, que marginaliza a população de neurodivergentes na sociedade e a priva de formação educacional formal”, disse Carvalho.

O debate também alcança a empregabilidade. Sem conclusão da educação básica, jovens e adultos autistas enfrentam mais barreiras para acessar formação profissional, vagas de trabalho e políticas públicas de inclusão.

O que a EJA para autistas exige das redes de ensino

A EJA para autistas depende de organização pedagógica, formação de educadores e suporte individualizado. O Manual de Atuação em Defesa da Educação Inclusiva, elaborado pelo Ministério Público Federal, aponta a necessidade de Plano de Desenvolvimento Individualizado para estudantes que precisam de adaptações.

Na prática, o PDI orienta objetivos, estratégias, recursos e formas de avaliação conforme as necessidades do estudante. Portanto, a discussão sobre a EJA para autistas não se limita à abertura de vagas: envolve condições reais de permanência.

Famílias que enfrentam recusa de matrícula, ausência de adaptação ou falta de apoio devem procurar a direção da escola e a secretaria de educação responsável. A orientação é registrar os pedidos por escrito e solicitar avaliação pedagógica individualizada.

Quando houver negativa de atendimento ou interrupção do suporte, o caso pode ser levado aos canais formais da rede de ensino e aos órgãos de defesa de direitos. Dessa forma, a EJA para autistas passa a ser tratada como parte da garantia de acesso, permanência e aprendizagem.

Sobre o autor
A Redação do SERTEP Notícias é a equipe editorial responsável pela apuração, checagem e publicação das reportagens do portal — o braço de comunicação da SERTEP – Núcleo de Neurodiversidade. Especializada em saúde, neurodiversidade, inclusão e serviços públicos do Vale do Aço (MG), trabalha com fontes oficiais, checagem factual e linguagem clara, sempre com o beneficiário da notícia no centro. Conheça nossos padrões na Política Editorial.

Tags

Compartilhe

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email
Print