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Redes sociais na adolescência: estudo mostra ganhos ao reduzir o uso

Adolescentes durante atividades de convivência familiar, ressaltando os benefícios das restrições às redes sociais — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

Reduzir o uso de redes sociais na adolescência melhorou sono, concentração e convívio familiar, segundo um estudo britânico — mas os próprios adolescentes mostraram que proibir, sozinho, não resolve.

O uso intenso de redes sociais na adolescência é uma das maiores dores de cabeça das famílias hoje. Um experimento conduzido no Reino Unido colocou a questão à prova e trouxe pistas concretas — inclusive sobre por que apenas “tirar o celular” costuma falhar.

O que o estudo britânico testou

O piloto acompanhou 309 famílias por um mês, com adolescentes de 13 a 17 anos. Foi conduzido pela empresa de pesquisa Savanta, a pedido do Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia do Reino Unido (DSIT). Três formas de restrição foram testadas: limite de 15 minutos por aplicativo por dia; um “toque de recolher” digital das 21h às 7h; e a remoção completa de alguns aplicativos.

O que melhorou quando os adolescentes usaram menos

Em todos os grupos, os participantes relataram melhora no sono, mais concentração, mais tempo para estudar e mais interação com a família. O toque de recolher noturno foi o que trouxe os ganhos mais consistentes de sono — e o mais fácil de manter no dia a dia. Já a remoção total dos aplicativos gerou o maior salto de foco e menos distração, embora tenha atrapalhado bastante a vida social dos jovens. Vale registrar que são resultados relatados pelas próprias famílias, num piloto curto — um sinal forte, não uma prova definitiva.

A ressalva honesta: proibir não basta

O achado mais útil talvez seja o incômodo: muitos adolescentes simplesmente contornaram as regras. Eles acessavam as redes por outros aparelhos, baixavam VPNs e declaravam idade falsa. Um deles resumiu o problema ao dizer que não adianta banir porque “a gente sempre acha um jeito de burlar”. Os pesquisadores alertam ainda que restringir sem oferecer alternativas pode empurrar o jovem para outras telas — streaming, TV e games. Ou seja: a conversa e o combinado valem mais do que o bloqueio imposto de cima para baixo.

O que as famílias do Vale do Aço podem fazer

Traduzindo a pesquisa em prática:

  • Priorize a noite: um toque de recolher digital antes de dormir foi o que mais protegeu o sono — e sono ruim cobra caro no humor e na atenção;
  • Combine, não imponha: regras acordadas em família resistem mais do que proibições unilaterais;
  • Ofereça troca, não só corte: substitua parte do tempo de tela por atividades concretas, senão ele migra para outra tela;
  • Dê o exemplo: o celular dos pais também conta.

O tema se conecta com dois pontos que já tratamos: a procrastinação do sono e seu efeito na saúde mental dos jovens e a forma como a desinformação nas redes afeta o bem-estar.

Perguntas frequentes

Qual restrição funcionou melhor para o sono?
O toque de recolher noturno (das 21h às 7h) trouxe os ganhos de sono mais consistentes e foi o mais fácil de as famílias manterem.

Proibir as redes sociais resolve?
Sozinho, não. No estudo, muitos adolescentes burlaram as regras com outros aparelhos e VPNs. Combinar limites com alternativas funciona melhor do que apenas bloquear.

Menos redes sociais melhora a concentração?
Os participantes relataram mais foco e menos distração, sobretudo com a remoção completa de alguns apps — mas ao custo de impacto na vida social.

Na sua casa, qual foi o combinado sobre redes sociais e horário de dormir? Antes de partir para o bloqueio total, vale sentar e acordar as regras em conjunto. Veja o estudo oficial no site do governo do Reino Unido.

Sobre o autor
A Redação do SERTEP Notícias é a equipe editorial responsável pela apuração, checagem e publicação das reportagens do portal — o braço de comunicação da SERTEP – Núcleo de Neurodiversidade. Especializada em saúde, neurodiversidade, inclusão e serviços públicos do Vale do Aço (MG), trabalha com fontes oficiais, checagem factual e linguagem clara, sempre com o beneficiário da notícia no centro. Conheça nossos padrões na Política Editorial.

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