O esquecimento frequente pode acontecer em qualquer idade e nem sempre significa que existe uma doença. Estresse, ansiedade, depressão, falta de sono, alguns medicamentos e até deficiências nutricionais podem afetar a atenção e a memória. No entanto, quando os lapsos se tornam repetitivos, pioram com o tempo ou começam a atrapalhar atividades do dia a dia, é importante investigar a causa.
A memória também pode falhar quando a pessoa não consegue prestar atenção adequadamente à informação que está recebendo. Por isso, nem todo episódio de esquecimento representa uma perda da capacidade de armazenar lembranças.
Esquecimento frequente: o que pode ser?
Existem diversas causas possíveis para o esquecimento frequente. Problemas emocionais, como estresse, ansiedade e depressão, podem dificultar a concentração e a recuperação de informações. Alterações no sono também podem interferir no funcionamento da memória.
O uso de determinados medicamentos, o consumo excessivo de álcool e algumas condições de saúde também podem provocar alterações cognitivas.
Entre as causas que podem ser investigadas estão problemas na tireoide e deficiências de vitaminas, especialmente a vitamina B12. Algumas dessas condições podem ser tratadas, o que pode melhorar os problemas de memória.
Por isso, não é possível determinar a causa do esquecimento apenas pelo sintoma. A avaliação depende da história da pessoa, dos outros sintomas e, quando necessário, de exames.
Esquecimento frequente em jovens também pode acontecer
O esquecimento frequente em jovens não significa necessariamente uma doença neurológica. Pessoas mais novas também podem apresentar lapsos de memória relacionados a estresse, ansiedade, depressão, alterações do sono, medicamentos ou dificuldades de atenção.
Em algumas situações, a pessoa acredita que está esquecendo uma informação quando, na realidade, não conseguiu prestar atenção suficiente no momento em que ela foi apresentada. Isso pode acontecer, por exemplo, quando alguém está muito preocupado, cansado ou realizando várias tarefas ao mesmo tempo.
Se o problema se repete e começa a prejudicar estudos, trabalho, relacionamentos ou outras atividades, uma avaliação profissional pode ajudar a identificar a origem da dificuldade.
Quando o esquecimento frequente é preocupante?
O esquecimento frequente merece atenção quando deixa de ser ocasional e passa a interferir na rotina.
Alguns sinais que justificam uma avaliação incluem:
- Esquecer compromissos ou acontecimentos recentes com frequência;
- Repetir as mesmas perguntas ou assuntos várias vezes;
- Esquecer onde objetos foram guardados constantemente;
- Ter dificuldade para realizar tarefas que antes eram habituais;
- Apresentar problemas para organizar atividades ou lidar com tarefas complexas;
- Ter dificuldade para encontrar palavras durante conversas;
- Perder-se em lugares conhecidos;
- Apresentar mudanças progressivas na memória ou em outras habilidades cognitivas.
Um ponto importante é observar se a dificuldade está afetando a autonomia. Quando uma pessoa começa a precisar de ajuda para realizar atividades que antes fazia sozinha, a situação merece investigação.
Esquecimento frequente pode ser Alzheimer?
O esquecimento frequente pode aparecer entre os primeiros sinais da doença de Alzheimer, mas ter lapsos de memória não significa que a pessoa tenha a doença.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva. Um dos sinais mais característicos é a dificuldade para lembrar acontecimentos recentes. Com a evolução do quadro, podem surgir outros problemas, como repetição de perguntas, dificuldade para encontrar palavras, alterações na orientação e problemas para realizar tarefas habituais.
A doença é mais comum em pessoas idosas e não deve ser diagnosticada apenas pela presença de esquecimentos. Outras condições podem produzir sintomas semelhantes e precisam ser investigadas.
Qual falta de vitamina causa esquecimento?
A deficiência de vitamina B12 está entre as alterações nutricionais que podem estar associadas a problemas cognitivos e de memória. Em casos mais graves, a deficiência pode provocar alterações neurológicas.
Isso não significa que toda pessoa com esquecimento frequente tenha deficiência de B12 ou precise tomar suplementos. A necessidade de suplementação deve ser avaliada por um profissional de saúde, de acordo com os sintomas e os resultados dos exames.
Além da vitamina B12, outras alterações nutricionais podem afetar o funcionamento do sistema nervoso. Por isso, a investigação deve considerar o conjunto de fatores que podem estar relacionados ao quadro.
Como investigar problemas de memória?
A avaliação começa com uma conversa sobre os sintomas, o histórico de saúde, medicamentos utilizados, rotina e possíveis mudanças no comportamento. O profissional também pode realizar testes para avaliar diferentes funções cognitivas.
Dependendo do caso, exames laboratoriais podem ser solicitados para investigar causas que podem ser tratadas, como alterações da tireoide e deficiência de vitamina B12. Exames de imagem também podem ser indicados quando há suspeita de determinadas doenças.
Não existe um único teste capaz de determinar a causa de todo esquecimento. Por isso, a avaliação deve considerar os sintomas e a evolução do quadro.
O esquecimento ocasional faz parte da vida e pode acontecer em qualquer idade. Já o esquecimento frequente, progressivo ou acompanhado de outras alterações cognitivas merece avaliação para identificar a causa e, quando possível, iniciar o tratamento adequado.
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