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Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado
Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado. Imagem: Chanakon/AdobeStock/Agência Brasil
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Emrelis (telisotuzumabe vedotina), novo medicamento indicado para adultos com determinados tipos de câncer de pulmão avançado. Em um estudo clínico, o tratamento apresentou resposta objetiva em 29,2% dos pacientes avaliados.

O medicamento é destinado a pessoas com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), do tipo não escamoso, em estágio localmente avançado ou metastático. A indicação inclui pacientes que já receberam tratamento sistêmico e cujos tumores apresentam alta quantidade da proteína c-Met, relacionada ao crescimento das células cancerígenas.

A aprovação foi baseada principalmente nos resultados de um estudo com pacientes que já haviam recebido tratamento para a doença. Entre aqueles com alta expressão da proteína c-Met, a taxa de resposta foi de 34,5%.

Como funciona o novo medicamento para câncer de pulmão?

O Emrelis foi desenvolvido para reconhecer a proteína c-Met presente na superfície das células tumorais. Ao se ligar a essa proteína, o medicamento permite que um composto chamado monometilauristatina E entre na célula e atue para provocar sua morte.

Essa estratégia busca direcionar a ação do medicamento às células cancerígenas que apresentam a característica identificada.

A taxa de resposta objetiva indica a proporção de pacientes que tiveram uma redução significativa do tumor após o tratamento, conforme os critérios utilizados no estudo. Portanto, o resultado de 29,2% não significa que essa parcela dos pacientes tenha sido curada, mas que apresentou resposta ao medicamento.

Segundo a Anvisa, os resultados também indicaram respostas duradouras em parte dos pacientes com alta expressão de c-Met. A agência destacou que a aprovação é relevante em um cenário no qual existem opções limitadas de tratamento para pessoas que já passaram por outras terapias.

Quem pode receber o tratamento?

O novo medicamento é indicado para adultos com câncer de pulmão de células não pequenas que atendam a critérios específicos:

  • Tumor do tipo não escamoso.
  • Doença localmente avançada ou metastática, quando o câncer se espalhou para outras partes do corpo.
  • Alta superexpressão da proteína c-Met no tumor.
  • Receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) do tipo selvagem, ou seja, sem as alterações específicas consideradas nessa classificação.
  • Tratamento sistêmico anterior.

A indicação depende da avaliação médica e das características do tumor. A aprovação do medicamento não significa que ele seja adequado para todas as pessoas com câncer de pulmão.

Câncer de pulmão de células não pequenas é o mais comum

O câncer de pulmão está entre as principais causas de morte por câncer no mundo. Segundo a Anvisa, o câncer de pulmão de células não pequenas representa aproximadamente 85% dos casos da doença. Dentro desse grupo, cerca de 70% correspondem ao subtipo não escamoso.

Pacientes com doença localmente avançada ou metastática podem ter opções terapêuticas limitadas, especialmente após tratamentos como quimioterapia e imunoterapia. Nesse contexto, novos medicamentos podem ampliar as alternativas disponíveis para grupos específicos de pacientes.

Anvisa também aprova medicamento para câncer de mama

Além do Emrelis, a Anvisa aprovou o registro do Poherdy (pertuzumabe), indicado para determinados casos de câncer de mama metastático e em estágio inicial.

Para a doença metastática, o medicamento deve ser utilizado em combinação com trastuzumabe e docetaxel. A indicação contempla pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ou localmente recorrente que não pode ser operado, desde que não tenham recebido tratamento anterior com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.

Nos casos de câncer de mama em estágio inicial, o Poherdy pode ser combinado com trastuzumabe e quimioterapia em duas situações:

  • Tratamento neoadjuvante: realizado antes da cirurgia, para pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial com alto risco de recorrência.
  • Tratamento adjuvante: realizado após a cirurgia, para pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial e alto risco de a doença voltar.

As aprovações ampliam as opções de tratamento para grupos específicos de pacientes. A escolha da terapia depende das características do câncer, dos tratamentos já realizados e da avaliação da equipe médica.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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