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Anvisa alerta para riscos da ashwagandha, suplemento divulgado no TikTok

Ashwagandha
Ashwagandha. Imagem: myHerb/ Pixabay
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou que a ashwagandha não está autorizada como ingrediente de suplementos alimentares no Brasil. A erva de origem asiática tem sido divulgada nas redes sociais, especialmente no TikTok, como alternativa para promover o relaxamento e aliviar sintomas da perimenopausa, período de transição para a menopausa.

Em nota, a agência destacou que a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso da substância em suplementos alimentares são proibidos no país, pois ela não integra a lista de ingredientes autorizados para esse tipo de produto.

O alerta também menciona o caso de uma mulher britânica que apresentou falência do fígado, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após utilizar o ashwagandha. O caso reforça a importância de avaliar os riscos antes de consumir substâncias divulgadas na internet como soluções para problemas de saúde.

A Anvisa também lembra que suplementos alimentares não podem ser anunciados como produtos capazes de curar, tratar ou prevenir doenças.

O que é a ashwagandha e por que ela viralizou?

A ashwagandha é uma planta de origem asiática que ganhou popularidade nas redes sociais. Publicações no TikTok têm divulgado a substância principalmente para mulheres que enfrentam sintomas da perimenopausa, fase em que ocorrem mudanças hormonais antes da menopausa.

Apesar da popularidade na internet, a divulgação de um produto como alternativa para aliviar sintomas não significa que seu uso seja seguro ou autorizado no Brasil.

No caso da ashwagandha, a Anvisa reforça que a substância não pode ser utilizada em suplementos alimentares comercializados no país. Por isso, consumidores devem ter cuidado com produtos anunciados em redes sociais ou vendidos pela internet sem a devida regularização.

Para que servem os suplementos alimentares?

Segundo a Anvisa, os suplementos alimentares têm a finalidade de complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes e outras substâncias autorizadas, como vitaminas, minerais, substâncias bioativas, enzimas e probióticos.

Esses produtos podem ser encontrados em diferentes apresentações, como cápsulas, comprimidos, pastilhas, pós e barras. No entanto, nem todas as pessoas precisam utilizar suplementos.

A decisão deve considerar fatores como as condições de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física. Quando existe necessidade de suplementação, um profissional de saúde qualificado pode orientar sobre o produto adequado, a quantidade e a forma de uso.

A regulamentação brasileira, estabelecida pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018, determina que os suplementos alimentares utilizem ingredientes autorizados para essa finalidade.

Quais são os riscos de consumir suplementos irregulares?

De acordo com a Anvisa, parte dos riscos relacionados aos suplementos alimentares está associada a produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou apresentar problemas nas condições de fabricação.

Entretanto, mesmo produtos regularizados podem causar danos à saúde quando são consumidos em quantidades inadequadas ou sem considerar as necessidades de cada pessoa.

Por isso, é importante verificar as informações do rótulo, respeitar as doses indicadas e observar as advertências e restrições de uso. A orientação profissional também é fundamental antes de iniciar uma suplementação.

O alerta sobre a ashwagandha reforça que a popularidade de uma substância nas redes sociais não garante sua segurança. Antes de consumir produtos divulgados para aliviar sintomas ou melhorar a saúde, é importante verificar se os ingredientes são autorizados no Brasil e buscar orientação de um profissional qualificado.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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