A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a distribuição, a importação e o uso de tiras reagentes para medir a glicose da marca Accu-Chek Active anunciadas na Amazon. Segundo a agência, os produtos apresentam irregularidades e foram identificados como falsificados.
A decisão foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União. A medida envolve dois anúncios de produtos usados por pessoas que precisam monitorar os níveis de açúcar no sangue.
De acordo com a Anvisa, a Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pela marca, identificou diferenças entre as tiras anunciadas na plataforma e os produtos originais. Entre as irregularidades estavam a ausência da embalagem externa original e a inscrição em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, que significa “destinado exclusivamente a licitações governamentais”.
Quais tiras de glicemia foram proibidas?
A proibição da Anvisa abrange os seguintes produtos da Accu-Chek Active anunciados na Amazon:
- Tiras Accu-Chek Active com 50 unidades.
- Kit de tiras para medidor de glicemia Accu-Chek Active com 100 unidades.
As tiras reagentes são utilizadas em aparelhos de medição da glicose no sangue, conhecidos como glicosímetros. Por isso, a procedência e a regularidade desses produtos são importantes para quem precisa acompanhar a glicemia.
Roche contesta classificação de produtos como falsificados
Em nota, a Roche informou que não há confirmação de que os produtos sejam falsificados. Segundo a empresa, a irregularidade está relacionada à comercialização dos lotes de números 29533831 e 29534131.
A fabricante afirmou que esses lotes eram destinados exclusivamente ao atendimento de licitações públicas, mas teriam sido desviados e vendidos no varejo sem autorização ou conhecimento da empresa. A comercialização também teria ocorrido sem a embalagem externa original.
A Roche orienta os consumidores a comprar produtos Accu-Chek apenas em canais autorizados, como lojas oficiais nas plataformas de comércio eletrônico, farmácias e drogarias credenciadas. A empresa também recomenda verificar se a embalagem está íntegra.
A Agência Brasil informou que procurou a Amazon para obter um posicionamento sobre a proibição e deixou espaço aberto para a manifestação da empresa.
Veja também:
- Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado
- Anvisa alerta para riscos da ashwagandha, suplemento divulgado no TikTok








