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Remédios de uso contínuo no SUS: projeto prevê medidas para ampliar o acesso

Remédios no SUS
Remédios no SUS. Imagem: Castorly Stock/Pexels
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

O acesso a remédios no SUS pode ganhar novas medidas para facilitar o tratamento de pessoas com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer. A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que estabelece diretrizes para acompanhar os preços dos medicamentos, evitar a falta de produtos e fiscalizar se a redução de impostos chega ao consumidor.

O texto aprovado é um substitutivo ao Projeto de Lei 108/11, que inicialmente previa a isenção de impostos federais para medicamentos destinados ao tratamento de diabetes e hipertensão. Ao longo dos anos, a proposta recebeu outros 26 projetos relacionados ao mesmo tema.

Como a Reforma Tributária afeta os medicamentos?

Durante a análise da proposta, a relatora considerou que a Reforma Tributária tornou desnecessária a criação de novas isenções por meio de uma lei específica.

A legislação atual prevê redução de 60% nos impostos sobre medicamentos em geral. Também estabelece imposto zero para produtos do Farmácia Popular e remédios destinados ao tratamento de câncer, diabetes, hipertensão, doenças raras e outras enfermidades.

Com essas mudanças, o foco do projeto passou a ser a fiscalização do mercado e a melhoria da assistência farmacêutica. A intenção é garantir que os benefícios tributários sejam refletidos nos preços e que os remédios no SUS estejam disponíveis para quem precisa.

Quais medidas foram aprovadas?

O projeto estabelece diretrizes para melhorar o acompanhamento dos preços e da disponibilidade de remédios no SUS. Entre as medidas previstas estão:

  • Monitoramento dos preços e estoques: avaliação constante das dificuldades de acesso causadas pelos preços elevados ou pela falta de medicamentos.
  • Fiscalização dos descontos tributários: verificação para saber se a redução dos impostos chega ao preço final pago pelo consumidor.
  • Integração entre órgãos públicos: articulação entre a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
  • Melhoria das informações: produção e integração de dados para ajudar a aperfeiçoar o atendimento de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

As medidas buscam melhorar a gestão pública e reduzir os obstáculos para quem depende de tratamentos prolongados. Com o monitoramento dos estoques e dos preços, o projeto pretende contribuir para ampliar o acesso a remédios no SUS, principalmente entre pacientes que precisam manter o tratamento por longos períodos.

Quais propostas foram rejeitadas?

Durante a análise, a comissão rejeitou iniciativas que previam cortes genéricos de impostos, isenção de ICMS, que é um tributo estadual, e incentivos fiscais destinados a marcas específicas.

A prioridade do texto aprovado passou a ser o acompanhamento dos preços, a disponibilidade dos produtos e a fiscalização dos benefícios tributários. Dessa forma, a proposta busca melhorar as condições de acesso a remédios no SUS sem concentrar as medidas na criação de novas isenções.

Qual é a próxima etapa do projeto?

O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, na Câmara dos Deputados.

Depois dessa etapa, para virar lei, o texto também precisará ser aprovado pelo Senado Federal.

Até a conclusão da tramitação, as novas diretrizes ainda não estão em vigor. A proposta pretende melhorar o acesso a remédios no SUS, especialmente para pacientes que dependem de medicamentos para manter tratamentos contínuos.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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