Educadores dos 11 municípios ligados à Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Coronel Fabriciano passaram a contar com um calendário de formação continuada promovido pela Fundação Aperam Acesita, por meio do Programa de Melhoria da Qualidade do Ensino. O primeiro encontro, com o tema Alfabetização e letramento, reuniu cerca de 100 educadores das secretarias municipais e de escolas estaduais que atendem turmas do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental, no dia 13 de julho.
Como funciona a formação para educadores
A proposta prevê um encontro por mês, com temas definidos a partir das necessidades dos municípios da SRE de Coronel Fabriciano. A cada rodada, os participantes atuam como multiplicadores nas próprias redes. Segundo a professora doutora Marli Andrade, que ministra a formação e integra o Pacto Mineiro da Alfabetização da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), a estratégia amplia o alcance: “Esta é mais uma iniciativa com potencial para fortalecer a educação do Vale do Aço e região. Com o envolvimento de todos os municípios da SRE, os educadores participantes da formação se tornam multiplicadores em suas escolas, nos 11 municípios”, detalha.
Por que a alfabetização na idade certa é o foco
A escolha do tema não é aleatória. O Pacto Mineiro da Alfabetização é a etapa estadual do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), política do Ministério da Educação (MEC) em parceria com estados e municípios que fixa uma meta clara: garantir que toda criança esteja alfabetizada até o fim do 2º ano do Ensino Fundamental, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Formar quem está na ponta — o professor alfabetizador — é o principal instrumento para chegar lá, e é isso que a iniciativa regional busca reforçar.
O impacto no Vale do Aço
Para a superintendente da SRE de Coronel Fabriciano, Edvania Lana de Morais, o apoio muda o patamar da rede: “A iniciativa contribui para o fortalecimento da formação continuada dos educadores da rede pública como uma importante estratégia. Que possamos dar continuidade a este trabalho no segundo semestre”, frisa. Vale lembrar que uma sala de aula mais bem preparada beneficia também os estudantes que mais precisam de atenção pedagógica — tema que a SERTEP acompanha ao tratar da educação inclusiva nas escolas e em reflexões como a de que a inclusão escolar vai muito além da matrícula. Quando o professor recebe formação continuada, toda a turma ganha.
Para as famílias, o recado é prático: acompanhar se a criança está lendo e escrevendo no ritmo esperado até o 2º ano é uma das formas mais efetivas de apoiar — e cobrar — esse esforço. Iniciativas como a da Fundação Aperam só se completam quando escola e família puxam na mesma direção, e o Vale do Aço passa a contar com uma estrutura regional para sustentar essa agenda ao longo do ano letivo.








