Cavaleiros levaram a imagem de Nossa Senhora da Saúde da sede de Marliéria até a portaria do parque no sábado (11); missa na capela e almoço coletivo encerraram a celebração.
A tradicional Romaria Ecológica Dom Helvécio marcou, no sábado (11/07/2026), os 82 anos do Parque Estadual do Rio Doce (Perd), em Marliéria, no Vale do Aço. Como ocorre há décadas, os cavaleiros partiram ao alvorecer da sede do município levando a imagem de Nossa Senhora da Saúde, protetora do parque, atravessaram a serra do Jacroá e desceram até a portaria da unidade de conservação, onde a comunidade já se concentrava para a missa.
📍 Serviço — Romaria Ecológica Dom Helvécio
- 📅 Sábado, 11 de julho de 2026
- 🐎 Cavalgada: sede de Marliéria → serra do Jacroá → portaria do Perd
- ⛪ Missa às 11h, na capela da entrada do parque
- 🥁 Congados de Dionísio e de Timóteo
- 🍽️ Almoço coletivo no centro de operações
📌 Resumo
- A Romaria Ecológica Dom Helvécio celebrou no sábado (11/07) os 82 anos do Parque Estadual do Rio Doce.
- Cavaleiros levaram a imagem de Nossa Senhora da Saúde de Marliéria à portaria do parque, transpondo a serra do Jacroá.
- A missa na capela da entrada do Perd começou às 11h, com participação de grupos de congado de Dionísio e de Timóteo.
- Um almoço coletivo no centro de operações do parque encerrou a festa.
- Criado em 14 de julho de 1944, o Perd é o primeiro parque estadual de Minas Gerais.
Como foi a celebração dos 82 anos
Na chegada, os cavaleiros se juntaram aos devotos e visitantes concentrados nos arredores da capela, na entrada do parque, para a missa celebrada às 11h. Grupos de congado de Dionísio e de Timóteo participaram da cerimônia, reforçando o caráter cultural da festa.
O encerramento seguiu outra tradição da data: o almoço coletivo servido no centro de operações do parque, ao lado do campo de pouso de aeronaves. A romaria acontece todos os anos em julho, no período do aniversário da unidade — a data oficial de criação é 14 de julho.
Dom Helvécio e o primeiro parque estadual de Minas
A Romaria Ecológica resgata a origem do Perd. Nas décadas de 1930 e 1940, a devastação da Mata Atlântica avançava pelo leste de Minas — a madeira era queimada para produzir o carvão que abastecia os fornos siderúrgicos da antiga Belgo Mineira, em João Monlevade.
O bispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, entendeu que a área de matas e lagoas naturais da região precisava ser preservada e mobilizou as forças políticas da época. O resultado veio em 14 de julho de 1944: o Decreto-Lei estadual nº 1.119 criou o primeiro parque estadual de Minas Gerais. A cavalgada com a imagem de Nossa Senhora da Saúde recria a jornada do religioso pela região.
O que é o Parque Estadual do Rio Doce
Com cerca de 36 mil hectares entre Marliéria, Timóteo e Dionísio, o Perd é apontado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) como o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica de Minas Gerais. A unidade abriga dezenas de lagoas naturais — entre elas a Lagoa Dom Helvécio —, espécies ameaçadas de fauna e flora, trilhas e estruturas de visitação, além de atividades de pesquisa científica e educação ambiental. Informações de visitação estão na página oficial do parque no IEF.
Perguntas frequentes
Quando o Parque Estadual do Rio Doce foi criado?
Em 14 de julho de 1944. Ele é o primeiro parque estadual de Minas Gerais e completa 82 anos em 2026.
O que é a Romaria Ecológica?
É uma celebração religiosa e ambiental realizada em julho, no aniversário do parque. Cavaleiros levam a imagem de Nossa Senhora da Saúde, protetora do Perd, da sede de Marliéria até a portaria da unidade, em homenagem a Dom Helvécio, o bispo que liderou a criação do parque.
Onde fica o parque?
A portaria principal fica em Marliéria, no Vale do Aço, com acesso pela região de Timóteo e Dionísio. A visitação é aberta ao público, com trilhas e lagoas.
A romaria fechou um fim de semana de calendário cultural cheio no Vale do Aço — que teve ainda a estreia de cinco curtas-metragens produzidos na região, em Timóteo, e segue com os bares da região na disputa do Comida di Buteco 2026.




