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Anvisa proíbe suplementos das marcas Newfit e Shark Pro; veja o motivo

Suplementos proibidos pela Anvisa: veja marcas e os motivos
Suplementos proibidos pela Anvisa. Imagem: Pexels

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, venda e uso de suplementos alimentares das marcas Newfit e Shark Pro, em mais um caso de suplementos proibidos pela Anvisa. As medidas foram tomadas após a identificação de substâncias não informadas na composição de um produto e de falhas graves no processo de fabricação de outros suplementos.

As resoluções foram assinadas na sexta-feira (14) e publicadas nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU).

No caso da Newfit, uma análise laboratorial encontrou três substâncias que não estavam declaradas no rótulo. Já a Shark Pro foi alvo da medida após uma inspeção sanitária identificar problemas nas Boas Práticas de Fabricação.

Suplementos proibidos pela Anvisa tinham substâncias que não apareciam no rótulo

Uma análise realizada pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou a presença de sibutramina, fluoxetina e furosemida no suplemento Newfit, um dos suplementos proibidos pela Anvisa.

Segundo a agência, nenhuma dessas substâncias constava na composição informada na embalagem.

O produto, de responsabilidade da empresa RBB Top New, informava no rótulo ingredientes como Chlorella, Spirulina, extrato de cúrcuma, psyllium e crômio.

A presença de substâncias não declaradas foi classificada pela agência como indício de adulteração.

Diante da constatação, a Anvisa determinou a apreensão e proibição de comercialização, distribuição, exportação, fabricação, propaganda e uso de todos os lotes do Newfit.

Quais substâncias foram encontradas no Newfit?

As três substâncias identificadas na análise dos suplementos proibidos pela Anvisa têm diferentes usos e características:

  • Sibutramina: medicamento que já foi utilizado para tratamento da obesidade, mas cujo uso exige controle e acompanhamento médico;
  • Fluoxetina: antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina;
  • Furosemida: medicamento diurético utilizado em diferentes situações clínicas.

Nenhuma delas estava indicada na composição apresentada na embalagem do suplemento.

Shark Pro teve falhas graves na fabricação

A Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de todos os suplementos alimentares da Shark Pro, marca da empresa RCA Labs.

A decisão ocorreu após uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Capivari (SP).

Segundo a resolução, foram identificadas diversas falhas consideradas graves nas Boas Práticas de Fabricação dos suplementos proibidos pela Anvisa.

Entre os problemas apontados estão:

  • Ausência de controle de qualidade das matérias-primas;
  • Armazenamento inadequado das matérias-primas;
  • Falta de registros de manutenção preventiva dos equipamentos;
  • Ausência de estudos de estabilidade dos suplementos;
  • Falta de regularização de alguns produtos;
  • Ausência de informações sobre alergênicos na rotulagem de um dos produtos;
  • Falta de declaração sobre possível contaminação cruzada em outro produto.

Proibição vale para todos os lotes da Shark Pro

Diferentemente do caso da Newfit, em que a análise apontou substâncias não declaradas em um produto específico de suplementos proibidos pela Anvisa, a determinação envolvendo a Shark Pro alcança todos os suplementos alimentares da marca e todos os lotes.

A suspensão impede a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso dos produtos até que as irregularidades sejam tratadas de acordo com as exigências sanitárias.

As medidas reforçam a importância de verificar a procedência e a regularização de suplementos alimentares antes da compra ou do consumo. Produtos dessa categoria não devem ser utilizados como substitutos de medicamentos nem apresentar em sua composição substâncias que não estejam devidamente declaradas e autorizadas.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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