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Aesop: sistema da Fiocruz cruza dados do SUS e farmácias contra surtos

O sistema Aesop, da Fiocruz e da UFRJ, cruza dados do SUS e de farmácias para detectar surtos de doenças cedo. Veja como funciona.
Profissionais de saúde de jaleco branco analisam painéis com gráficos e um mapa de calor epidemiológico em vários monitores de um centro de monitoramento
Pesquisa revela eficácia do sistema combinado do SUS e farmácias no combate a surtos de saúde pública — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

Atualizado em 06/07/2026.

Desenvolvido pela Fiocruz e pela UFRJ, o sistema Aesop usa inteligência artificial para cruzar dados do SUS, de farmácias e da atenção primária e identificar surtos de doenças em fase inicial, ganhando tempo no combate a epidemias.

Um sistema criado por pesquisadores brasileiros promete ajudar o país a se antecipar a surtos de doenças. Chamado Aesop — sigla para Sistema de Alerta Precoce para Surtos com Potencial Epi-Pandêmico —, ele cruza dados do Sistema Único de Saúde (SUS) com informações de farmácias e da atenção primária para detectar sinais de surtos antes que eles se espalhem. A ferramenta foi desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Resumo: o Aesop, sistema da Fiocruz e da UFRJ, usa inteligência artificial para cruzar dados do SUS, de vendas de medicamentos, da atenção primária e de outras fontes e detectar surtos em fase inicial. O objetivo é ganhar tempo no combate a epidemias, como as de dengue, permitindo respostas mais rápidas das autoridades de saúde.

Como funciona o Aesop

A plataforma reúne e analisa diferentes fontes de dados para localizar, no mapa, onde um surto pode estar começando. Entre as informações integradas estão os registros do SUS e da atenção primária, as vendas de medicamentos nas farmácias, dados ambientais, sociodemográficos e até sinais captados em redes sociais. Com técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquina, o sistema busca padrões que indiquem o avanço de doenças — como a dengue — e aponta as áreas onde a transmissão tende a crescer. A lógica é simples: quando muita gente de uma mesma região começa a procurar atendimento ou a comprar certos remédios, isso pode ser um sinal precoce de que algo está acontecendo.

Por que a detecção precoce importa

Ganhar tempo é decisivo no combate a epidemias. Quanto antes um surto é identificado, mais cedo as autoridades podem agir — reforçando o atendimento, orientando a população e direcionando recursos para as áreas mais afetadas. A pandemia de Covid-19 deixou clara a importância de sistemas de vigilância capazes de alertar rapidamente, e o Aesop nasce dentro dessa lição: transformar dados que já existem em avisos úteis antes que o problema se agrave. A integração de dados de saúde também dialoga com iniciativas de modernização do SUS, como a criação de uma rede integrada de dados em milhares de unidades em Minas.

Quem desenvolve e em que estágio está

O Aesop é conduzido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, em parceria com a UFRJ, e tem como coordenador o pesquisador Manoel Barral-Netto. O sistema foi apresentado em fevereiro de 2023, durante uma conferência internacional de ciência e tecnologia, e segue em desenvolvimento e aprimoramento. Ferramentas como essa se somam aos esforços de vigilância que o país já mantém para doenças infecciosas — tema recorrente na saúde pública, como mostra o debate sobre o avanço do meningococo B e a vacinação no SUS.

Perguntas frequentes

O que é o sistema Aesop?

É o Sistema de Alerta Precoce para Surtos com Potencial Epi-Pandêmico, desenvolvido pela Fiocruz e pela UFRJ para detectar surtos de doenças em fase inicial, cruzando diferentes fontes de dados de saúde.

Que dados o Aesop utiliza?

Ele integra dados do SUS e da atenção primária, vendas de medicamentos em farmácias, informações ambientais e sociodemográficas e sinais de redes sociais, analisados com inteligência artificial.

O sistema já está em uso no dia a dia?

O Aesop foi apresentado em 2023 e segue em desenvolvimento e aprimoramento. A proposta é oferecer alertas precoces para apoiar a resposta das autoridades de saúde a surtos.

Sobre o autor
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