A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e o uso de “Ozempic Natural” e outros produtos vendidos com promessa de emagrecimento que não possuíam registro sanitário. A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE nº 3.055/2026.
Entre os produtos proibidos estão Ozempic Natural, Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold. Segundo a Anvisa, todos os lotes devem ser apreendidos.
Por que Ozempic Natural e outros produtos foram proibidos?
De acordo com a Anvisa, os produtos que incluíam Ozempic Natural e outros compostos eram comercializados sem registro, requisito obrigatório para medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária.
Além disso, a agência informou que as empresas responsáveis pela fabricação não possuem cadastro regular junto ao órgão, o que impede a comercialização legal desses produtos no país.
A orientação é que consumidores não utilizem os itens e procurem canais oficiais caso tenham adquirido algum deles.
Anvisa também alerta para lote falsificado de testosterona
Na mesma resolução, a Anvisa emitiu um alerta sobre um lote falsificado do medicamento Nebido, utilizado em terapias de reposição de testosterona quando há indicação médica.
Segundo a agência, o lote KT0S5T4 foi identificado como falsificado após a própria fabricante informar que não reconhece o padrão de impressão dos dados presentes na embalagem.
O Nebido contém testosterona e costuma ser indicado para situações específicas, sempre com prescrição médica. No entanto, o medicamento também é conhecido pelo uso inadequado por pessoas que buscam ganho acelerado de massa muscular.
A recomendação é que pacientes verifiquem o número do lote antes do uso e procurem orientação caso suspeitem da autenticidade do produto.
Produtos de associação de cannabis também foram proibidos
A Anvisa também determinou a proibição de todos os produtos comercializados pela Associação Canábica Nordeste (Acanne).
Segundo a agência, a entidade não possui autorização de funcionamento válida e estaria operando em local desconhecido, situação que impede a fabricação e a comercialização regular dos produtos.
Até a publicação da decisão, a associação não havia se manifestado sobre a medida.
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