Os casos de SRAG no Brasil apresentaram queda após cerca de cinco meses de alta, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado em 2026. O recuo atinge internações associadas à influenza A e B, mas os registros seguem acima do esperado para o período.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave inclui quadros respiratórios que podem exigir internação e está associada a vírus como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e Covid-19. De acordo com o boletim, o país notificou 109.347 casos de SRAG em 2026 até o momento.
Nas últimas semanas, a maior parte dos resultados positivos foi atribuída ao VSR, seguido por rinovírus e influenza. Portanto, a queda nacional não elimina o risco de pressão sobre serviços de saúde, especialmente entre crianças muito pequenas e idosos.
Casos de SRAG ainda crescem em estados específicos
Os casos de SRAG não recuam de forma uniforme no país. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro registram diminuição, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina mantêm aumento nas internações, conforme o InfoGripe.
No Amazonas, o boletim aponta alta de hospitalizações associadas à Covid-19, com atenção especial à população idosa. Além disso, o comportamento desigual entre estados exige acompanhamento local, porque a média nacional pode esconder aumento de risco em regiões específicas.
Ao todo, 9 das 27 capitais brasileiras apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG. Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre estão entre as cidades citadas no boletim, com crescimento principalmente entre crianças pequenas e idosos.
Casos de SRAG expõem baixa vacinação contra gripe
Os casos de SRAG também refletem a baixa cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários. Em Belo Horizonte, a média de imunização entre idosos, gestantes e crianças pequenas está em torno de 55%, abaixo da meta de 90% definida pelo Ministério da Saúde.
A influenza aparece entre as principais causas de internações graves em diferentes faixas etárias. No entanto, a cobertura abaixo da meta reduz a proteção coletiva e mantém maior risco para pessoas com mais chance de agravamento.
Autoridades de saúde orientam medidas de prevenção já conhecidas para reduzir a transmissão de vírus respiratórios: higienizar as mãos com frequência, usar máscara em ambientes fechados quando houver sintomas ou maior exposição e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar.
Casos de SRAG exigem atenção a sinais de gravidade
Os casos de SRAG exigem procura por atendimento quando há falta de ar, piora rápida do estado geral, febre persistente, lábios ou dedos arroxeados, sonolência intensa ou dificuldade para se alimentar, especialmente em bebês, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Em capitais com alerta, as autoridades avaliam ampliar campanhas de vacinação e adotar medidas adicionais se houver piora dos indicadores. Dessa forma, famílias, escolas e serviços de saúde devem acompanhar as orientações locais e manter a rede de apoio informada sobre mudanças no atendimento.
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