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Elecoglipron: novo comprimido para obesidade e diabetes

O elecoglipron, comprimido da AstraZeneca contra obesidade e diabetes tipo 2, reduziu 10,5% do peso em 26 semanas na fase 2b. O medicamento ainda está em testes e não tem aprovação da Anvisa.
Participante de pesquisa durante estudo clínico com elecoglipron para obesidade e diabetes tipo 2
Comprimido inovador promete facilitar o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2 — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

Atualizado em 07/07/2026.

Comprimido oral da AstraZeneca contra obesidade e diabetes tipo 2 avança nos estudos clínicos — mas ainda está em fase de testes e não tem aprovação para uso.

O elecoglipron, medicamento oral em desenvolvimento pela AstraZeneca, é uma das apostas da nova geração de remédios contra a obesidade e o diabetes tipo 2: um agonista de GLP-1 em comprimido diário, alternativa às canetas injetáveis. Os resultados da fase 2b, divulgados em junho de 2026, animaram a comunidade médica — mas o remédio ainda não foi aprovado por nenhuma agência reguladora e não está disponível para uso.

Resumo: no estudo Vista (obesidade e sobrepeso), a dose de 75 mg levou a uma redução média de 10,5% do peso em 26 semanas — chegando a 11,8% em 36 semanas. No estudo Solstice (diabetes tipo 2), houve queda de 1,9 ponto percentual na hemoglobina glicada e perda de 7,7% do peso.

Como o elecoglipron funciona

Assim como as canetas injetáveis já conhecidas, o elecoglipron age no receptor de GLP-1, hormônio que regula o apetite e a liberação de insulina. A diferença está na forma: um comprimido de uso diário, o que pode facilitar a adesão ao tratamento e reduzir custos de produção e logística em relação aos injetáveis.

O que os estudos mostraram

No Vista, com pessoas com obesidade ou sobrepeso sem diabetes, a perda média de peso foi de 10,5% após 26 semanas com a dose de 75 mg — e de 11,8% em 36 semanas. No Solstice, com pacientes com diabetes tipo 2, a mesma dose reduziu a hemoglobina glicada em 1,9 ponto percentual e o peso em 7,7%, segundo os dados divulgados pela farmacêutica.

Em que fase está — e o que ainda falta

O elecoglipron concluiu a fase 2b e avança para a fase 3, etapa final de testes em larga escala, que precisa confirmar a eficácia e a segurança em populações maiores. Só depois disso o medicamento pode ser submetido a agências como FDA e Anvisa. Ou seja: não há previsão de chegada às farmácias, e qualquer produto vendido hoje com esse nome é irregular.

Se você trata obesidade ou diabetes, não interrompa nem troque seu tratamento por promessas de novidades — converse com seu médico sobre as opções já aprovadas.

Perguntas frequentes

O elecoglipron já está à venda no Brasil?

Não. Ele está em fase de testes (rumo à fase 3) e não tem aprovação da Anvisa nem de outras agências.

Qual a diferença para as canetas injetáveis?

O princípio de ação é o mesmo (agonista de GLP-1), mas em comprimido diário, em vez de injeção.

Quanto peso ele reduziu nos estudos?

Em média 10,5% em 26 semanas (11,8% em 36 semanas) na dose de 75 mg, no estudo de fase 2b com pessoas com obesidade.

Quando deve ser aprovado?

Não há data. A fase 3 precisa ser concluída e avaliada pelas agências reguladoras — um processo que costuma levar anos.

Sobre o autor
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