O projeto Farmácia Popular poderá ampliar os serviços oferecidos à população e passar a contar com exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico. As possibilidades fazem parte de uma nova regulamentação do programa, publicada nesta semana pelo Ministério da Saúde.
As mudanças ainda estão em fase de avaliação. Segundo a pasta, um grupo de trabalho vai analisar a viabilidade da oferta dos novos serviços, levando em consideração as necessidades de cada região.
Entre as propostas também estão a criação de unidades em áreas de maior vulnerabilidade e estruturas alternativas para atender locais com dificuldades de acesso, como regiões ribeirinhas.
O que o Farmácia Popular poderá oferecer?
A nova regulamentação prevê a análise de uma ampliação dos serviços disponíveis nas unidades credenciadas. Entre as possibilidades estão:
- exames de sangue e urina;
- testes rápidos;
- teleatendimento;
- monitoramento terapêutico.
Segundo o Ministério da Saúde, a oferta ainda depende de avaliações técnicas nos estados e municípios, além de estudos sobre as necessidades sanitárias e assistenciais de cada território.
Isso significa que os novos serviços não passam a ser oferecidos automaticamente em todas as farmácias credenciadas. A implementação dependerá dos resultados dessas avaliações.
Farmácia Popular poderá chegar a áreas vulneráveis
Outra frente prevista na atualização do programa é a ampliação do atendimento em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
O Ministério da Saúde informou que será estudado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando fatores como a densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros urbanos.
Em regiões onde a logística dificulta a instalação de uma unidade convencional, como áreas ribeirinhas, a pasta pretende avaliar alternativas.
Entre as possibilidades estão unidades volantes ou estruturas avançadas de atendimento, que poderiam levar os serviços a localidades onde o acesso é mais limitado.
Inteligência artificial poderá ser usada contra fraudes
A modernização do Farmácia Popular também prevê o uso de novas ferramentas tecnológicas.
De acordo com o Ministério da Saúde, sistemas de inteligência artificial poderão ser utilizados para identificar pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial.
A medida tem como um dos objetivos reforçar os mecanismos de segurança e combater possíveis fraudes no programa.
A digitalização de dados e processos também deverá ampliar o acompanhamento das unidades credenciadas e facilitar o monitoramento das operações.
Como será o controle das farmácias credenciadas?
A nova regulamentação também estabelece mudanças imediatas no acompanhamento das unidades que participam do Farmácia Popular.
O modelo passará a adotar uma abordagem baseada em gestão de risco, com medidas administrativas proporcionais à gravidade de eventuais irregularidades.
Segundo o Ministério da Saúde, unidades classificadas em situações de risco alto ou muito alto poderão sofrer suspensão automática.
O sistema responsável pela dispensação de medicamentos e insumos também será atualizado. A intenção é melhorar a segurança, a rastreabilidade e a integração dos dados, além de incorporar novas ferramentas digitais.
Quantas pessoas são atendidas pelo Farmácia Popular?
Atualmente, o Farmácia Popular conta com cerca de 28 mil farmácias credenciadas e está presente em mais de 4,9 mil municípios.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o programa alcança aproximadamente 97% da população brasileira.
Em 2025, cerca de 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo serviço.
O programa oferece gratuitamente 41 itens de saúde, entre medicamentos e outros produtos, como fraldas geriátricas e absorventes. Estão incluídos tratamentos para condições como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.
As novas medidas ainda dependem de análises técnicas antes de serem efetivamente implementadas. A proposta, segundo o Ministério da Saúde, é ampliar o acesso, modernizar o atendimento e fortalecer o controle do programa em diferentes regiões do país.
Veja também:
- Anvisa revoga proibição de medicamentos em iFood, Rappi e outras plataformas
- SUS passa a oferecer novo teste para rastrear câncer colorretal








