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Farmácia Popular pode oferecer exames e testes rápidos; veja o que muda

Farmácia Popular pode oferecer exames e testes rápidos
Farmácia Popular pode oferecer exames e testes rápidos. Imagem: Agência Brasil
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

O projeto Farmácia Popular poderá ampliar os serviços oferecidos à população e passar a contar com exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico. As possibilidades fazem parte de uma nova regulamentação do programa, publicada nesta semana pelo Ministério da Saúde.

As mudanças ainda estão em fase de avaliação. Segundo a pasta, um grupo de trabalho vai analisar a viabilidade da oferta dos novos serviços, levando em consideração as necessidades de cada região.

Entre as propostas também estão a criação de unidades em áreas de maior vulnerabilidade e estruturas alternativas para atender locais com dificuldades de acesso, como regiões ribeirinhas.

O que o Farmácia Popular poderá oferecer?

A nova regulamentação prevê a análise de uma ampliação dos serviços disponíveis nas unidades credenciadas. Entre as possibilidades estão:

  • exames de sangue e urina;
  • testes rápidos;
  • teleatendimento;
  • monitoramento terapêutico.

Segundo o Ministério da Saúde, a oferta ainda depende de avaliações técnicas nos estados e municípios, além de estudos sobre as necessidades sanitárias e assistenciais de cada território.

Isso significa que os novos serviços não passam a ser oferecidos automaticamente em todas as farmácias credenciadas. A implementação dependerá dos resultados dessas avaliações.

Farmácia Popular poderá chegar a áreas vulneráveis

Outra frente prevista na atualização do programa é a ampliação do atendimento em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde informou que será estudado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando fatores como a densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros urbanos.

Em regiões onde a logística dificulta a instalação de uma unidade convencional, como áreas ribeirinhas, a pasta pretende avaliar alternativas.

Entre as possibilidades estão unidades volantes ou estruturas avançadas de atendimento, que poderiam levar os serviços a localidades onde o acesso é mais limitado.

Inteligência artificial poderá ser usada contra fraudes

A modernização do Farmácia Popular também prevê o uso de novas ferramentas tecnológicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, sistemas de inteligência artificial poderão ser utilizados para identificar pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial.

A medida tem como um dos objetivos reforçar os mecanismos de segurança e combater possíveis fraudes no programa.

A digitalização de dados e processos também deverá ampliar o acompanhamento das unidades credenciadas e facilitar o monitoramento das operações.

Como será o controle das farmácias credenciadas?

A nova regulamentação também estabelece mudanças imediatas no acompanhamento das unidades que participam do Farmácia Popular.

O modelo passará a adotar uma abordagem baseada em gestão de risco, com medidas administrativas proporcionais à gravidade de eventuais irregularidades.

Segundo o Ministério da Saúde, unidades classificadas em situações de risco alto ou muito alto poderão sofrer suspensão automática.

O sistema responsável pela dispensação de medicamentos e insumos também será atualizado. A intenção é melhorar a segurança, a rastreabilidade e a integração dos dados, além de incorporar novas ferramentas digitais.

Quantas pessoas são atendidas pelo Farmácia Popular?

Atualmente, o Farmácia Popular conta com cerca de 28 mil farmácias credenciadas e está presente em mais de 4,9 mil municípios.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o programa alcança aproximadamente 97% da população brasileira.

Em 2025, cerca de 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo serviço.

O programa oferece gratuitamente 41 itens de saúde, entre medicamentos e outros produtos, como fraldas geriátricas e absorventes. Estão incluídos tratamentos para condições como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.

As novas medidas ainda dependem de análises técnicas antes de serem efetivamente implementadas. A proposta, segundo o Ministério da Saúde, é ampliar o acesso, modernizar o atendimento e fortalecer o controle do programa em diferentes regiões do país.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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