A febre maculosa em Minas registrou 20 casos confirmados e três mortes em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A doença é transmitida pelo carrapato-estrela e exige atenção maior entre abril e outubro, período de maior circulação.
Dos casos confirmados, quatro ocorreram na Escola de Sargentos das Armas, em Três Corações, no Sul de Minas. Entre os pacientes estão moradores de Três Corações, Juiz de Fora e Lambari, que receberam acompanhamento médico e se recuperaram.
As três mortes por febre maculosa em Minas foram registradas em Antônio Dias, Córrego Novo e Mutum. Segundo a SES-MG, o volume de notificações está dentro do esperado para o período, mas os óbitos mantêm a vigilância ativa nos municípios afetados.
Como a febre maculosa em Minas aparece nos dados da SES-MG
A febre maculosa em Minas tem maior concentração nas macrorregiões Centro, Vale do Aço, Leste e Leste do Sul, conforme a secretaria. A SES-MG informou que realiza ações de monitoramento e vigilância em parceria com municípios e Unidades Regionais de Saúde.
Dados históricos da secretaria indicam que a taxa de letalidade da doença pode chegar a 30% no estado. A faixa etária mais afetada costuma ser de 41 a 60 anos, com ocorrência mais frequente entre homens.
Além disso, moradores e trabalhadores de áreas rurais estão entre os grupos com maior exposição, principalmente em locais com presença de cavalos, cães e outros animais que podem carregar carrapatos.
Quando a febre maculosa em Minas exige atendimento
A febre maculosa em Minas exige avaliação de saúde quando a pessoa apresenta sintomas após contato com carrapatos ou permanência em áreas de risco. Os sinais relatados incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, confusão e, em casos graves, hemorragias.
As autoridades orientam medidas de prevenção durante atividades ao ar livre, especialmente nas regiões com circulação da doença:
- usar roupas de manga longa e calçados fechados em áreas com vegetação ou animais;
- aplicar repelente indicado para esse tipo de exposição;
- verificar o corpo após atividades em pastos, trilhas, sítios ou áreas verdes;
- manter pastos, quintais e áreas públicas limpos para reduzir infestações;
- retirar carrapatos presos à pele com pinça, sem esmagar o animal.
No entanto, a SES-MG orienta que pessoas que encontrarem carrapatos presos ao corpo ou apresentarem sintomas procurem um serviço de saúde. A informação sobre o contato com o carrapato deve ser relatada durante o atendimento.
A secretaria informou que mantém ações de vigilância com os municípios e as Unidades Regionais de Saúde. A febre maculosa em Minas segue em acompanhamento no período de maior circulação da doença, que vai de abril a outubro.
Diagnóstico precoce reduz riscos da febre maculosa em Minas
O tratamento da febre maculosa deve ser iniciado o mais cedo possível quando houver suspeita clínica da doença. Segundo as autoridades de saúde, não é necessário aguardar a confirmação por exames para começar a medicação nos casos compatíveis com a infecção.
A recomendação ocorre porque a doença pode evoluir rapidamente para formas graves. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de recuperação e menor é o risco de complicações.
Por esse motivo, profissionais de saúde também consideram o histórico recente do paciente, como visitas a áreas rurais, trilhas, margens de rios, fazendas ou locais com vegetação onde possa haver carrapatos.
A SES-MG reforça que a informação sobre possível exposição ao carrapato ajuda a direcionar a investigação clínica e agiliza a conduta médica. A orientação vale especialmente durante o período de maior circulação da doença, quando o número de casos suspeitos costuma aumentar no estado.
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