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Goma de mascar faz bem? Entenda os benefícios e riscos do hábito de Ancelotti

Estudos indicam que mascar goma sem açúcar pode favorecer a saúde bucal e a atenção, mas o uso excessivo também pode provocar efeitos indesejados.
Imagem ilustrativa gerada por IA mostrando um treinador mascando goma de mascar durante uma partida de futebol, relacionada ao tema "goma de mascar faz bem"
Imagem ilustrativa gerada por IA mostra um treinador mascando goma de mascar durante uma partida de futebol — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A dúvida sobre se goma de mascar faz bem voltou a ganhar destaque após o hábito do técnico Carlo Ancelotti chamar a atenção durante partidas de futebol. Conhecido por mascar goma constantemente à beira do campo, o treinador substituiu o cigarro pelo hábito há alguns anos. Além da curiosidade entre os torcedores, a prática desperta interesse por seus possíveis efeitos sobre a saúde bucal, a concentração e o organismo.

Especialistas afirmam que mascar goma sem açúcar pode oferecer alguns benefícios quando utilizada com moderação. Entre eles estão o estímulo à produção de saliva, a redução da acidez na boca e o auxílio na proteção do esmalte dos dentes. No entanto, o hábito também exige cuidados, principalmente quando realizado por longos períodos ou com produtos que contêm açúcar.

Estudos científicos e profissionais das áreas de odontologia e gastroenterologia destacam que a goma de mascar deve ser vista como um complemento em situações específicas, nunca como substituta da escovação, do uso do fio dental ou das consultas periódicas ao dentista.

Goma de mascar faz bem para a saúde bucal?

A resposta para a pergunta “goma de mascar faz bem” depende principalmente do tipo de produto utilizado e da frequência de uso. As versões sem açúcar estimulam a produção de saliva, que ajuda a neutralizar os ácidos presentes na boca, remover resíduos alimentares e favorecer a remineralização do esmalte dentário.

Pesquisas publicadas na área de odontologia também apontam que gomas adoçadas com xilitol podem contribuir para reduzir a formação da placa bacteriana e diminuir o risco de cáries quando utilizadas como complemento da higiene bucal.

Apesar desses benefícios, especialistas reforçam que mascar goma não substitui a escovação. O hábito pode ser útil após refeições, especialmente quando não é possível realizar a higiene bucal imediatamente, mas deve ser encarado apenas como um recurso temporário.

Benefícios também podem alcançar atenção e concentração

Além dos efeitos sobre a saúde bucal, alguns estudos observaram melhora na atenção e na capacidade de concentração durante atividades cognitivas. Pesquisas desenvolvidas por universidades, como Cardiff e Sydney, identificaram que participantes que mascaram goma durante determinadas tarefas apresentaram maior estado de alerta e menor índice de distração.

Outra situação em que a prática pode trazer benefícios ocorre no período de recuperação de algumas cirurgias. Em determinados casos, mascar goma auxilia na estimulação dos reflexos digestivos e pode favorecer o retorno do funcionamento intestinal, contribuindo para a recuperação pós-operatória sob orientação médica.

Esses resultados, entretanto, não significam que a goma de mascar ofereça benefícios amplos para toda a população. Os estudos indicam vantagens em contextos específicos, sem substituir outras medidas relacionadas à saúde e ao bem-estar.

Quais são os riscos do uso excessivo?

Embora seja considerada segura quando utilizada de forma moderada, a goma de mascar também pode provocar efeitos indesejados quando consumida em excesso.

Entre os principais riscos estão dores na mandíbula, sobrecarga da articulação temporomandibular (ATM), dores de cabeça e desconfortos musculares decorrentes da mastigação prolongada.

Outro ponto observado por especialistas é a ingestão de ar durante a mastigação, que pode favorecer a formação de gases e causar desconforto abdominal. Algumas gomas sem açúcar contêm adoçantes como sorbitol, que, em pessoas sensíveis, podem provocar episódios de diarreia quando consumidos em grandes quantidades.

Usuários de aparelhos ortodônticos também devem ter atenção. Dependendo do tipo de aparelho, a goma pode desprender peças, dificultar o tratamento ou provocar pequenas lesões na mucosa bucal.

Moderação continua sendo a principal recomendação

O hábito de Carlo Ancelotti mostra que a goma de mascar pode fazer parte da rotina de muitas pessoas, mas os especialistas ressaltam que seu uso deve ocorrer com equilíbrio. As versões sem açúcar costumam ser as mais indicadas, principalmente quando utilizadas por poucos minutos após as refeições.

Independentemente da escolha, a goma não substitui os cuidados tradicionais com a saúde bucal nem representa uma solução para problemas como mau hálito, cáries ou doenças gengivais. A melhor estratégia continua sendo manter uma rotina de higiene adequada, alimentação equilibrada e acompanhamento regular com profissionais da área.

Assim, as evidências científicas mostram que mascar goma pode trazer benefícios em determinadas situações, desde que o hábito seja moderado, associado a boas práticas de saúde e realizado com produtos apropriados.

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