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Hospital Márcio Cunha faz 1ª ablação de fibrilação atrial em 3D

Hospital Márcio Cunha realiza pela primeira vez a ablação de fibrilação atrial com mapeamento eletroanatômico 3D: quatro pacientes tratados com mais precisão, menos radiação e maior chance de sucesso.
Dois médicos de aventais azuis conduzem a ablação de fibrilação atrial observando o mapa eletroanatômico 3D do coração no monitor, no Hospital Márcio Cunha
Dr. Raphael Diniz durante procedimento inovador de ablação no Hospital Márcio Cunha — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

Quatro pacientes passaram pela ablação de fibrilação atrial guiada por mapeamento eletroanatômico 3D — técnica inédita no Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga.

O Hospital Márcio Cunha (HMC) realizou pela primeira vez, nesta segunda-feira (6), procedimentos de ablação de fibrilação atrial com tecnologia de mapeamento eletroanatômico. Quatro pacientes foram submetidos à técnica minimamente invasiva, um avanço da cardiologia intervencionista no Vale do Aço.

Resumo: a novidade permite “enxergar” o coração em três dimensões e em tempo real durante o procedimento, aumentando a precisão, reduzindo a exposição à radiação e elevando as chances de sucesso do tratamento das arritmias.

O que é a fibrilação atrial

A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum: o coração bate de forma irregular, o que pode causar palpitações, falta de ar e cansaço. Sem tratamento, a condição aumenta o risco de eventos graves, como o acidente vascular cerebral (AVC). A ablação é indicada para corrigir os circuitos elétricos que provocam a arritmia.

Como funciona o mapeamento eletroanatômico

“Essa tecnologia veio para auxiliar na realização da ablação de diversas arritmias. Ela utiliza um mapeamento tridimensional em tempo real do coração, integrando a imagem com os sinais elétricos captados durante o procedimento. Com isso, é possível formar uma representação em três dimensões no computador, que orienta o médico com muito mais precisão”, explica o eletrofisiologista Raphael Diniz, que completa: “o mapeamento eletroanatômico permite realizar a ablação com mais eficiência, segurança e melhor resolutividade, aumentando as chances de sucesso do tratamento”.

Para a cardiologista eletrofisiologista Thatiane Olivier Ticom, o ganho vai além da precisão: “essa tecnologia permite uma visualização muito mais detalhada da anatomia cardíaca e dos circuitos elétricos responsáveis pelas arritmias, tornando o procedimento mais preciso e seguro. Além disso, contribui para reduzir a exposição à radiação e aumenta a efetividade do tratamento, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes”.

Equipe e estrutura do HMC

Os procedimentos envolveram também o médico preceptor do Centro de Tratamento de Arritmias, Marcos França, o anestesiologista Lucas Etiene, o residente Igor Melo e a equipe de enfermagem. Com mais de 60 anos de atuação, o HMC é referência em alta complexidade em Minas Gerais: são 558 leitos, 58 especialidades e cerca de 500 médicos, atendendo mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios, segundo a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), mantenedora do hospital.

A ampliação da cardiologia intervencionista se soma a outras frentes de saúde na região, como a carreta de mamografia que atendeu Timóteo.

Perguntas frequentes

O que é a ablação de fibrilação atrial?

É um procedimento minimamente invasivo que corrige, por cateter, os circuitos elétricos do coração responsáveis pela arritmia.

Qual a vantagem do mapeamento 3D?

Mais precisão e segurança, menor exposição à radiação e maior chance de sucesso, segundo os médicos do HMC.

Quantos pacientes já fizeram o procedimento no HMC?

Quatro pacientes, nesta primeira etapa, realizada em 6 de julho de 2026.

Como ter acesso ao tratamento?

O comunicado do hospital não detalha as formas de acesso (SUS, convênio ou particular). A orientação é procurar avaliação com cardiologista e informações diretamente no HMC.

Sobre o autor
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