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Polilaminina é aplicada pela primeira vez no SUS em Minas Gerais

Paciente com lesão medular recebeu terapia experimental autorizada pela Anvisa em procedimento realizado no Complexo Hospitalar de Barbacena.
Imagem ilustrativa gerada por IA mostrando paciente durante tratamento experimental com polilaminina no SUS para representar terapia em lesão medular.
Imagem ilustrativa gerada por IA representando um paciente em tratamento para lesão medular durante procedimento experimental com polilaminina realizado no SUS.
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A polilaminina foi aplicada pela primeira vez no Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. O procedimento ocorreu no Complexo Hospitalar de Barbacena, administrado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), e envolveu um paciente de 28 anos com lesão medular decorrente de um acidente de motocicleta.

A utilização da substância foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em caráter de uso compassivo, modalidade destinada a pacientes sem alternativas terapêuticas convencionais.

O paciente, Geovani Campos Canton, passou por cirurgia de emergência após o acidente e, posteriormente, foi considerado apto para receber a terapia experimental. Segundo a equipe médica, o tratamento será acompanhado continuamente para avaliar sua segurança e a evolução clínica ao longo do processo de reabilitação.

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma substância derivada da laminina, proteína naturalmente presente no organismo humano e importante para o desenvolvimento e a organização das células nervosas.

Pesquisadores investigam seu potencial para criar uma estrutura de suporte na região lesionada da medula espinhal, favorecendo o crescimento dos axônios e estimulando a reconexão das vias nervosas. A expectativa é que esse mecanismo possa contribuir para a recuperação funcional em alguns pacientes, embora sua eficácia ainda esteja em estudo.

Especialistas ressaltam que a pesquisa permanece em fase experimental e que não há comprovação definitiva sobre os resultados clínicos da terapia.

Procedimento foi autorizado em caráter excepcional

A aplicação ocorreu por meio do chamado uso compassivo, modalidade autorizada pela Anvisa em situações específicas para pacientes que apresentam doenças graves e possuem opções terapêuticas limitadas.

Nesse modelo, o principal objetivo é permitir o acesso controlado a tratamentos ainda em investigação científica, sempre sob critérios rigorosos de segurança, acompanhamento médico e autorização regulatória.

A Anvisa reforça que os estudos com a polilaminina ainda buscam avaliar sua segurança e seu potencial terapêutico, sem garantia de recuperação funcional ou reversão das limitações causadas pela lesão medular.

Reabilitação continua sendo parte fundamental do tratamento

A aplicação da polilaminina representa apenas uma etapa do tratamento. O paciente seguirá um programa de reabilitação que inclui fisioterapia intensiva e acompanhamento multiprofissional.

O objetivo é estimular a recuperação funcional, preservar a mobilidade e favorecer o desenvolvimento das capacidades remanescentes ao longo do processo terapêutico.

Segundo a Fhemig, o acompanhamento contínuo permitirá avaliar tanto a resposta clínica ao tratamento experimental quanto a evolução proporcionada pelas demais estratégias de reabilitação.

Projeto reúne pesquisadores e instituições públicas

O tratamento integra o Projeto Polilaminina, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além da equipe científica, participaram da iniciativa profissionais do Complexo Hospitalar de Barbacena e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. O transporte da substância também contou com apoio do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

A atuação conjunta entre pesquisadores, hospitais públicos e órgãos governamentais busca ampliar o conhecimento científico sobre a terapia e gerar dados que possam orientar futuras pesquisas.

Estudos ainda avaliam eficácia da terapia

Até o momento, não foram divulgadas mudanças neurológicas significativas relacionadas ao tratamento do paciente.

Os pesquisadores destacam que o acompanhamento dos próximos meses será fundamental para avaliar a evolução clínica e compreender os possíveis efeitos da polilaminina em pessoas com lesão medular.

Embora o procedimento represente um avanço para a pesquisa realizada no SUS, especialistas reforçam que a terapia permanece em fase experimental e que novos estudos serão necessários para confirmar sua segurança, eficácia e eventual aplicação em maior escala.

Veja também: Anvisa autoriza uso de polilaminina para paciente com lesão medular no Paraná

FAQ

O que é a polilaminina?

A polilaminina é uma substância derivada da laminina, proteína presente no organismo humano. Ela está sendo estudada por seu potencial de auxiliar a regeneração de conexões nervosas em pessoas com lesão medular.

Onde ocorreu a primeira aplicação da polilaminina pelo SUS?

O procedimento foi realizado no Complexo Hospitalar de Barbacena, administrado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

A polilaminina já é um tratamento aprovado?

Não. A terapia ainda está em fase experimental. A aplicação ocorreu em caráter de uso compassivo, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O tratamento garante recuperação da lesão medular?

Não. Até o momento, não há comprovação científica de que a polilaminina promova recuperação funcional em todos os pacientes. Estudos continuam avaliando sua segurança e eficácia.a244r

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