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SUS começa a oferecer nove novos medicamentos para tratamento do câncer

Tratamento do câncer
Tratamento do câncer. Imagem: Tima Miroshnichenko/Pexels
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer nove novos medicamentos para tratamento do câncer, indicados para 13 diferentes situações clínicas. A iniciativa do Ministério da Saúde deve beneficiar mais de 116 mil pacientes e ampliar as opções terapêuticas disponíveis na rede pública.

A distribuição começa por 20 centros de tratamento oncológico, localizados em diferentes regiões do Brasil. A previsão é que a oferta seja expandida para as demais unidades até o fim do ano. Com a medida, mais pacientes poderão ter acesso a medicamentos para tratamento do câncer conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada caso.

O investimento anual na compra desses nove medicamentos será de R$ 155,4 milhões. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa faz parte de uma ampliação maior, que prevê a inclusão de 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, aumentando em 35% as alternativas de tratamento disponíveis no SUS.

Para viabilizar a expansão da oferta de medicamentos para tratamento do câncer, o ministério assumiu a compra direta e a negociação de dez fármacos, articulou a aquisição de outros nove por meio de uma ata de registro de preços e ampliou os repasses destinados ao custeio dos serviços oncológicos para os quatro restantes. O impacto financeiro total previsto é de R$ 4 bilhões por ano.

Como os novos medicamentos para tratamento do câncer podem ajudar os pacientes

Os medicamentos atuam de maneiras diferentes, de acordo com o tipo de tumor e as condições de saúde de cada paciente. Entre os benefícios esperados estão o aumento da sobrevida e a melhora da qualidade de vida.

Alguns medicamentos para tratamento do câncer também podem ser utilizados após a cirurgia, quando não há sinais visíveis do tumor. Nesses casos, o objetivo é diminuir o risco de a doença voltar.

O anúncio foi realizado no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ampliação da assistência pretende garantir mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados no momento certo.

Segundo o ministro, a iniciativa também busca melhorar a estrutura dos serviços públicos de saúde e as condições de trabalho dos profissionais que atendem a população.

Quais são os nove medicamentos incluídos no SUS?

Os novos medicamentos para tratamento do câncer são indicados para diferentes tumores e situações clínicas:

  • Trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção entre o esôfago e o estômago.
  • Abemaciclibe: câncer de mama em estágio inicial, com receptores hormonais positivos, HER2 negativo e comprometimento dos linfonodos.
  • Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos.
  • Pazopanibe: câncer de rim de células claras com metástase.
  • Rituximabe: leucemia linfocítica crônica como tratamento inicial, linfoma folicular e linfoma difuso de grandes células B.
  • Abiraterona: câncer de próstata em diferentes situações, incluindo doença metastática e casos resistentes à hormonioterapia.
  • Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células como tratamento inicial.
  • TSH recombinante (alfatirotropina): câncer diferenciado de tireoide em pacientes com indicação de tratamento com iodo radioativo.
  • Sunitinibe: tratamento do câncer de rim de células claras com metástase e tumor estromal gastrointestinal (GIST) avançado ou metastático após falha do tratamento com imatinibe.

A implementação inicial contempla unidades de saúde em 16 estados: São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe, além do Distrito Federal.

SUS amplia o rastreamento do câncer colorretal

Outra medida anunciada pelo Ministério da Saúde é a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, para o rastreamento do câncer colorretal.

O exame será destinado a homens e mulheres sem sintomas, com idades entre 50 e 75 anos. O objetivo é identificar quem precisa realizar colonoscopia para investigar possíveis sinais da doença. Segundo o ministério, o teste tem precisão de 92%.

A iniciativa pretende ampliar o diagnóstico precoce do câncer de intestino e complementar as ações de prevenção e assistência. O acesso a exames de rastreamento é uma parte importante do cuidado oncológico, assim como a disponibilidade de medicamentos para tratamento do câncer quando há indicação médica.

Teste de DNA-HPV e cirurgias menos invasivas

O SUS também está implementando o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste de DNA-HPV, que identifica a presença do papilomavírus humano, associado ao desenvolvimento da doença.

Como complemento, o Ministério da Saúde financiará a citologia reflexa em meio líquido. O procedimento utiliza a mesma coleta para analisar amostras que apresentam sinais de alerta. O investimento previsto é de R$ 2,7 milhões por ano, para mais de 131 mil testes.

Outra mudança é o financiamento de cirurgias videotorácicas oncológicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão. A técnica emprega pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos, reduzindo a necessidade de cortes maiores.

Entre os benefícios esperados estão a diminuição do tempo de internação e a redução de complicações após a cirurgia. Essas medidas se somam à ampliação dos medicamentos para tratamento do câncer e buscam fortalecer diferentes etapas do atendimento aos pacientes.

Proadi-SUS terá R$ 4 bilhões para os próximos três anos

O ministro Alexandre Padilha também assinou o compromisso para o próximo triênio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que prevê R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos.

O valor equivale a cerca de um terço dos R$ 11 bilhões investidos pelo programa ao longo dos últimos 17 anos.

O Proadi-SUS reúne hospitais filantrópicos que colaboram com o sistema público por meio de transferência de tecnologia, capacitação de profissionais e melhorias na gestão. Entre as instituições parceiras estão os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Moinhos de Vento, A.C. Camargo e Hcor.

Hospital inteligente terá inteligência artificial e monitoramento remoto

O Ministério da Saúde também anunciou a implantação do primeiro hospital 100% inteligente do SUS, no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O projeto será desenvolvido em parceria com o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), responsável pela gestão.

A proposta prevê unidades de terapia intensiva (UTIs) com equipamentos conectados e recursos de inteligência artificial. A tecnologia permitirá o monitoramento remoto dos pacientes em tempo real, facilitando o acompanhamento pelas equipes de saúde.

O projeto também inclui a modernização dos laboratórios de anatomia patológica. De acordo com o ministério, o uso do telediagnóstico poderá reduzir o prazo de entrega dos laudos de biópsias de cerca de uma semana para 48 horas.

As medidas integram uma estratégia que reúne prevenção, diagnóstico e assistência especializada no tratamento do câncer. Com a ampliação da oferta de medicamentos para tratamento do câncer, o governo federal prevê aumentar as opções terapêuticas no SUS e beneficiar pacientes atendidos pela rede pública.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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