A vacina contra poliomielite no Brasil exige cinco doses obrigatórias para imunização completa de crianças menores de 5 anos, conforme calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde. O país permanece livre da doença há 37 anos — desde 1989 não são registrados casos de poliomielite no território nacional.
O esquema vacinal completo inclui três doses no primeiro ano de vida (aos 2, 4 e 6 meses) e dois reforços subsequentes (aos 15 meses e aos 4 anos). Desde novembro de 2024, o Brasil adota exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP), administrada por injeção, substituindo definitivamente a versão oral conhecida como “gotinha”.
Como funciona o esquema de cinco doses da vacina contra poliomielite
O calendário nacional de vacinação estabelece que as três primeiras doses da vacina contra poliomielite devem ser aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Essas doses formam o esquema primário e são fundamentais para desencadear a resposta imunológica inicial.
Após o esquema primário, são obrigatórias duas doses de reforço. A primeira deve ser aplicada aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade. O prazo-limite para vacinação é até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.
As doses de reforço aumentam e consolidam a resposta do sistema imunológico, garantindo proteção prolongada contra as três formas do poliovírus selvagem. Crianças que completam o esquema de cinco doses estão devidamente protegidas contra a doença.
Mudança para vacina inativada na prevenção da poliomielite no Brasil
A partir de novembro de 2024, o Brasil passou a adotar exclusivamente a vacina contra poliomielite inativada (VIP), administrada por injeção. A mudança foi baseada em evidências científicas que demonstraram a superioridade da VIP na proteção contra a doença.
Ao contrário da versão oral, a vacina injetável oferece perfil de segurança comprovado e eficácia reforçada na prevenção. A transição encerrou o uso da “gotinha” no calendário nacional de vacinação.
Crianças imunocomprometidas devem receber a segunda dose de reforço com VIP em Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais e na Rede de Imunobiológicos Especiais. Esse público apresenta maior risco de contrair infecções e necessita de acompanhamento especializado.
Por que o Brasil mantém a vacina contra poliomielite obrigatória
O Brasil foi certificado como livre da circulação do poliovírus em 1994, integrando o grupo de nações das Américas que alcançaram esse status. No entanto, a manutenção de altas taxas de vacinação permanece crucial para impedir a reintrodução do vírus no país.
Em 2023, apenas Paquistão e Afeganistão registraram casos endêmicos de poliomielite. Porém, países com altos índices de vacinação relatam circulação de poliovírus derivados da vacina, especialmente em regiões onde a cobertura vacinal é insuficiente.
A vacina contra poliomielite funciona como linha de defesa contra a reintrodução do poliovírus. Cada criança vacinada contribui para a criação de uma barreira de proteção coletiva, prevenindo surtos e transmissão comunitária.
Onde e como vacinar crianças contra poliomielite
A imunização está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde do país, sem exigência de comprovação de renda ou registro prévio. Pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima levando a carteira de vacinação da criança.
O Ministério da Saúde desenvolveu a Caderneta Digital da Criança, recurso que permite registrar e consultar o histórico vacinal de maneira rápida e segura. A ferramenta facilita o acompanhamento do calendário vacinal e evita perda de informações.
Crianças que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço devem tomar a segunda dose de reforço. Aquelas com esquema incompleto são avaliadas individualmente pelos serviços de saúde, que orientam sobre as doses pendentes necessárias.
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