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Canetas emagrecedoras no Brasil chegam a 33% dos lares em 2025

Canetas emagrecedoras no Brasil chegam a 33% dos lares em 2025. Importação cresce 88% e mercado pode atingir US$ 9 bilhões até 2030.
Caneta injetável para emagrecimento com medicamentos à base de semaglutida no Brasil
Pessoas em busca de alternativas saudáveis para emagrecimento, com ênfase nas canetas emagrecedoras — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

As canetas emagrecedoras no Brasil chegaram a 33% dos lares brasileiros em abril de 2025, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada neste mês. O levantamento aponta que 62% dos brasileiros conhecem alguém que usa os medicamentos injetáveis para emagrecimento, popularmente chamados de “canetas”. O percentual de domicílios com ao menos um morador usuário subiu de 26% no final de 2024 para os atuais 33%, marcando crescimento de 7 pontos percentuais em menos de quatro meses.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam que a importação dessas canetas emagrecedoras no Brasil cresceu 88% em 2025, somando gastos de US$ 1,6 bilhão — aproximadamente R$ 9 bilhões.

A Dinamarca, sede da farmacêutica Novo Nordisk, lidera o fornecimento com 44% dos produtos importados. O volume coloca os medicamentos entre os produtos mais procurados no comércio global, superando itens como salmão e smartphones.

Como as canetas emagrecedoras no Brasil atuam no organismo

As canetas emagrecedoras contêm princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, que imitam hormônios naturais do corpo humano — GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose).

“A eficiência das canetas emagrecedoras não está apenas na administração de um medicamento, mas na eficácia de suas propriedades”, explica a Dra. Bruna Galvão, diretora regional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) em Minas Gerais.

Os medicamentos atuam no estômago, reduzindo o esvaziamento gástrico e aumentando a sensação de saciedade, além de afetar o sistema nervoso central que controla o apetite. Segundo a Dra. Galvão, a abordagem se diferencia de tratamentos anteriores que atuavam apenas em neurotransmissores. “Essas canetas tratam uma condição de saúde, não apenas uma questão estética”, destaca a endocrinologista.

Impacto das canetas emagrecedoras no Brasil na economia e sociedade

A popularização das canetas emagrecedoras no Brasil gerou transformações em setores econômicos. Bares e restaurantes têm adaptado cardápios a uma clientela que prioriza opções mais saudáveis. A modificação dos hábitos alimentares, influenciada pelo uso dos medicamentos, demanda nova postura de estabelecimentos comerciais voltados ao consumo alimentar.

“Os efeitos colaterais positivos das canetas são um dos motivos-chave para sua popularidade”, afirma a endocrinologista Marcela Menezes, da Santa Casa em Belo Horizonte. Diferente de medicações anteriores que tratavam de maneira reativa, as canetas atuam em tempo real, proporcionando controle constante dos hormônios associados à fome e à saciedade.

Pacientes relatam transformação significativa. “Pra gente que é obeso, é libertador”, declarou um usuário. Outro afirmou: “É uma coisa muito impressionante, revolucionou.”

Mercado de canetas emagrecedoras no Brasil e projeções até 2030

A quebra de patente do Ozempic, primeiro medicamento à base de semaglutida aprovado no país, permitiu a entrada de novas empresas no mercado. A concorrência tende a reduzir preços e ampliar o acesso aos tratamentos. Especialistas preveem que o mercado de medicamentos para emagrecimento pode passar de US$ 1,7 bilhão para cerca de US$ 9 bilhões até 2030.

O doutor Mauro Jácome, especialista em gastroenterologia, ressalta a importância de um acesso regulado que proporcione segurança aos pacientes e iniba o mercado ilegal. Médicos alertam que o uso das canetas emagrecedoras no Brasil deve estar vinculado a alimentação saudável e atividade física — a medicação não substitui mudanças no estilo de vida.

Organizações de saúde esperam que o uso dos medicamentos se torne cada vez mais comum, refletindo uma mudança no tratamento da obesidade como questão de saúde pública.

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