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Febre do Nilo Ocidental: veja os sintomas, tratamento e como prevenir

Febre do Nilo Ocidental: veja os sintomas, tratamento e como prevenir
Febre do Nilo Ocidental: veja os sintomas, tratamento e como prevenir. Imagem: Fiocruz/Divulgação/Agência Brasil
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo comum. Na maioria dos casos, a doença não provoca sintomas ou causa manifestações leves, mas uma pequena parcela dos pacientes pode desenvolver complicações neurológicas graves.

O alerta ganhou força após São Paulo confirmar os primeiros casos humanos registrados no estado. Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, foi infectada após uma viagem à região amazônica e já se recuperou. Uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, permanece internada.

Além dos casos em São Paulo, a vigilância epidemiológica e laboratorial foi reforçada no país após a confirmação de dois casos em Santa Catarina, incluindo uma morte, e de um caso provável no Piauí.

O que é a febre do Nilo Ocidental?

A doença é provocada pelo vírus do Nilo Ocidental. A transmissão ocorre principalmente quando o mosquito pica uma ave infectada e depois transmite o vírus para outra pessoa ou animal.

Os mosquitos do gênero Culex estão entre os principais transmissores.

A infecção não costuma ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra no contato cotidiano. Por isso, o principal foco da prevenção é reduzir a presença de mosquitos e evitar as picadas.

Quais são os sintomas da febre do Nilo Ocidental?

A maior parte das pessoas infectadas não desenvolve sintomas. Estima-se que aproximadamente 20% apresentem alguma manifestação clínica.

Quando aparecem, os sintomas geralmente são leves e podem incluir:

  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Dor nos olhos;
  • Manchas na pele;
  • Aumento dos gânglios linfáticos, popularmente chamado de íngua.

Os sintomas da febre do Nilo Ocidental podem ser confundidos com os de outras infecções, por isso a avaliação médica é importante principalmente para pessoas que estiveram em áreas onde existe circulação do vírus.

Quando a febre do Nilo Ocidental pode ficar grave?

Em uma parcela menor dos casos, a infecção pode atingir o sistema nervoso e provocar encefalite ou meningite.

Nessas situações, podem surgir sinais mais graves, como:

  • Confusão mental;
  • Redução do nível de consciência;
  • Tremores;
  • Convulsões;
  • Alterações neurológicas importantes.

A presença desses sintomas exige atendimento médico imediato, principalmente quando aparece após um quadro de febre e outros sinais de infecção.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico considera os sintomas apresentados pelo paciente, o histórico de exposição e os exames laboratoriais.

A investigação também leva em conta se a pessoa esteve em regiões onde há circulação do vírus ou presença do mosquito transmissor.

A confirmação laboratorial é importante porque os sintomas podem se parecer com os de outras doenças.

Existe tratamento para a febre do Nilo Ocidental?

Atualmente, não existe vacina nem medicamento antiviral específico aprovado para tratar a infecção pelo vírus do Nilo Ocidental em humanos.

Nos casos leves, o tratamento é voltado para aliviar os sintomas e ajudar o organismo a se recuperar. Entre as medidas estão repouso, hidratação e uso de medicamentos para controlar os sintomas, sempre conforme orientação médica.

Nos casos graves, pode ser necessária internação hospitalar, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O paciente pode precisar de hidratação pela veia, suporte para a respiração e outros cuidados para controlar as complicações e evitar infecções secundárias.

Como prevenir a doença?

Como a principal forma de transmissão da febre do Nilo Ocidental ocorre pela picada de mosquitos, a prevenção depende principalmente de evitar o contato com esses insetos e reduzir os locais onde eles podem se reproduzir.

Algumas medidas importantes são:

  • Usar repelente;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Eliminar água parada;
  • Manter recipientes que possam acumular água devidamente fechados;
  • Evitar deixar objetos expostos que possam servir como criadouros de mosquitos.

A prevenção também envolve o controle de focos de reprodução do mosquito nos ambientes domésticos e comunitários.

Por que a vigilância foi reforçada em São Paulo?

A confirmação dos primeiros casos humanos no estado levou as equipes de saúde a ampliar a investigação para tentar identificar os locais prováveis de infecção e verificar se existe circulação do vírus em outras áreas.

Tatiana Lang D’Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), destacou que o monitoramento precisa ser contínuo.

Segundo ela, a confirmação dos casos reforça a necessidade de manter a vigilância epidemiológica e de acompanhar de forma permanente a situação, com atuação conjunta das equipes municipais e estaduais.

A febre do Nilo Ocidental geralmente provoca sintomas leves ou nenhum sintoma, mas pode evoluir para formas graves que atingem o cérebro. Diante de febre acompanhada de alterações neurológicas, principalmente após possível exposição ao mosquito transmissor, a orientação é buscar atendimento médico rapidamente.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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