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Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira

Vacina contra a malária
Vacina contra a malária. Imagem: Alex Pazuello/Secom/Agência Brasil
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Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, uma vacina brasileira desenvolvida para combater a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax, responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil.

O imunizante foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o Ministério da Saúde, a pesquisa poderá receber R$ 12 milhões para financiar os ensaios clínicos das fases 1, 2 e 3.

A primeira etapa dos testes contará com 48 voluntários saudáveis, de 18 a 59 anos, que nunca tiveram malária. Durante 360 dias, os pesquisadores vão acompanhar os participantes para avaliar a segurança da vacina, possíveis reações adversas e a resposta do sistema imunológico.

A autorização permite o início da avaliação em seres humanos, mas não significa que a vacina já tenha eficácia comprovada ou esteja disponível para uso pela população.

Por que a vacina contra a malária é importante?

As duas vacinas contra a malária atualmente recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são direcionadas ao Plasmodium falciparum, parasita predominante na África. A Vivaxin foi desenvolvida para combater o Plasmodium vivax, espécie que responde pela maior parte dos casos nas Américas e em partes da Ásia.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 118.037 casos de malária em 2025. O desenvolvimento de uma vacina contra o P. vivax representa uma nova frente de pesquisa para prevenir a doença, mas ainda serão necessárias outras etapas de testes para verificar sua segurança e eficácia.

Como a malária é transmitida?

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium. A transmissão ocorre principalmente pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego.

A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra pelo contato cotidiano. No entanto, sem tratamento adequado, uma pessoa infectada pode continuar abrigando o parasita por meses ou até anos, dependendo da espécie envolvida, e contribuir para a transmissão por meio dos mosquitos.

Qualquer pessoa pode contrair malária. Quem já teve a doença várias vezes pode desenvolver uma proteção parcial, com sintomas menos intensos ou até ausentes em alguns episódios. Isso não significa, porém, que esteja totalmente imune a novas infecções.

Onde há mais casos de malária no Brasil?

A maioria dos casos brasileiros está concentrada na região amazônica, que abrange Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Nas demais unidades da Federação, as notificações são menos frequentes. Mesmo assim, a doença exige atenção, pois a letalidade registrada na região extra-amazônica é maior do que na Amazônia, segundo o Ministério da Saúde.

O diagnóstico e o tratamento oportunos são importantes para reduzir o risco de complicações. Enquanto a Vivaxin ainda passa pela etapa inicial de testes, a prevenção da malária continua dependendo das medidas de controle da transmissão e dos cuidados recomendados pelos serviços de saúde.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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