Ao comentar a transferência do Chelsea para o Real Madrid, o lateral espanhol falou abertamente sobre o filho, diagnosticado com autismo, e disse que não jogaria em um clube sem escolas e terapias adequadas para ele.
A ida do lateral Marc Cucurella para o Real Madrid, anunciada em junho, movimentou o mundo do futebol. Mas o que ganhou repercussão além dos gramados foi a forma como o jogador falou da família. Em entrevista, Cucurella comentou publicamente que seu filho, Mateo, tem autismo, e explicou que o acesso a escolas e terapias adequadas é um fator que a família leva em conta nas mudanças de vida. A transferência partiu do Chelsea, da Inglaterra, para um dos maiores clubes do mundo, na Espanha — uma mudança de país que, para qualquer família, envolve escola, moradia e rotina.
Resumo: ao explicar sua transferência para o Real Madrid, Marc Cucurella falou com naturalidade sobre o filho autista e afirmou que não iria para um clube que não oferecesse escolas e terapias apropriadas para ele. A fala repercutiu por normalizar o tema e destacar uma preocupação comum a muitas famílias: o acesso ao cuidado.
O que Cucurella disse sobre o filho
Em declarações à imprensa esportiva, o jogador tratou o assunto sem dramatização. “Todo mundo já sabe que meu filho tem autismo. Isso não mudou minha vida, só faz a gente valorizá-la mais”, afirmou. Sobre as decisões de carreira, foi direto: “Eu não iria para nenhum time onde não encontrasse escolas ou terapias adequadas para o meu filho”. E resumiu: “Minha família vem em primeiro lugar”. Segundo o relato da entrevista divulgada pela imprensa esportiva, ele disse ter aceitado o Real Madrid sem hesitar, mas deixou claro que o suporte ao filho é condição para qualquer escolha. Não foi uma declaração isolada: o jogador já havia falado antes sobre organizar a rotina em torno das necessidades do filho.
Por que a fala importa para as famílias atípicas
Quando uma figura pública fala do autismo com naturalidade, o gesto ajuda a reduzir o estigma que ainda cerca o tema. Para famílias atípicas — as que convivem com a neurodivergência —, ouvir de um atleta conhecido que a rotina de terapias e a escola certa pesam nas decisões é um reconhecimento de algo vivido todos os dias. Não se trata de heroísmo, e sim de rotina: encontrar profissionais, adaptar horários e garantir continuidade no acompanhamento. Falas assim, vindas de pessoas com grande alcance, ajudam a informar quem ainda desconhece o assunto e a acolher quem acabou de receber um diagnóstico na família.
O acesso a terapias, um desafio também no Brasil
A preocupação de Cucurella tem um paralelo direto com a realidade brasileira. Aqui, muitas famílias enfrentam filas e dificuldades para conseguir diagnóstico e acompanhamento — como mostra o levantamento sobre o baixo acesso a diagnóstico e terapias no autismo. Enquanto um jogador pode escolher a cidade em função do suporte ao filho, a maioria das famílias depende da rede pública e de serviços locais, nem sempre disponíveis perto de casa. Entender como funciona o diagnóstico do autismo é um primeiro passo para buscar esse cuidado, seguido pela procura por terapias e pelo apoio da rede de saúde e educação do município.
Perguntas frequentes
Quem é Marc Cucurella?
É um jogador de futebol espanhol, lateral-esquerdo, que se transferiu do Chelsea para o Real Madrid em 2026. Ele tem um filho, Mateo, diagnosticado com autismo.
O que Cucurella disse sobre o autismo do filho?
Que o diagnóstico não mudou sua vida, apenas o fez valorizá-la mais, e que não jogaria em um clube sem escolas e terapias adequadas para o filho.
O autismo tem cura?
Não. O autismo é uma condição do desenvolvimento, não uma doença. O acompanhamento com terapias adequadas ajuda no desenvolvimento e na qualidade de vida.




