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Galinha vira apoio emocional de adolescente autista em Campinas

Em Campinas, Nicolas tem na galinha Pops um apoio emocional que o ajuda com a ansiedade. Conheça a história do adolescente autista.
Adolescente de cabelos cacheados sorri enquanto segura com carinho uma galinha garnisé de penas marrons, sentado em um sofá
Nicolas Silva e sua galinha Pops durante um momento de interação — Imagem: IA
🧠 Informação educativa
As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento por profissionais habilitados.

Em Campinas, o adolescente Nicolas Silva encontrou na galinha Pops uma companheira que o ajuda a lidar com a ansiedade. A relação começou na pandemia, por recomendação de um psiquiatra.

Uma galinha garnisé chamada Pops se tornou o apoio emocional de Nicolas Silva, um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que vive em Campinas, no interior de São Paulo. O vínculo, que já dura cerca de três anos, ajuda o jovem a enfrentar momentos de ansiedade e a organizar a rotina — e virou exemplo de como o afeto por um animal pode fazer diferença na vida de pessoas autistas.

Resumo: em Campinas, o adolescente Nicolas Silva tem na galinha Pops um apoio emocional que o ajuda a lidar com a ansiedade e a se socializar. A relação começou durante a pandemia, por recomendação de um psiquiatra. A família relata melhoras no dia a dia, embora a ciência ainda estude a eficácia de animais de apoio para o autismo.

Como a relação começou

Segundo a reportagem que registrou o caso, a ideia de ter um animal de apoio surgiu durante a pandemia de Covid-19, quando um psiquiatra recomendou que Nicolas tivesse um bicho de estimação para ajudar no equilíbrio emocional. Depois de tentativas com outros animais, foi Pops — uma galinha garnisé levada da casa de uma amiga da avó — que criou um vínculo especial com o adolescente. A mãe, Priscila Silva, acompanha de perto essa rotina e observa o quanto a relação com a ave trouxe estabilidade ao filho.

Como Pops ajuda no dia a dia

Para Nicolas, a presença da galinha tem efeito calmante. “Me acalma”, resume o adolescente. Pops o acompanha em momentos de tensão, ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse e, segundo a família, contribui para a socialização e a autonomia. O animal chega a estar presente em situações do cotidiano, e o jovem — que estuda em uma instituição que cria galinhas — aproveita os intervalos para visitar as aves. Diagnosticado com autismo aos 8 anos, após um nascimento prematuro, Nicolas enfrentou preconceito e agressões na escola. Hoje é bolsista em um curso técnico de tecnologia da informação e já participou de atividades de robótica — sinais de que o acolhimento e a oportunidade certa abrem portas.

O que se sabe sobre animais de apoio emocional

Histórias como a de Nicolas e Pops emocionam, mas pedem contexto. O relato desta família aponta melhoras concretas no bem-estar, e a companhia de animais é apontada por muitas pessoas como fonte de conforto. Ainda assim, a ciência segue estudando a eficácia dos animais de apoio emocional especificamente para o autismo, e os efeitos podem variar de pessoa para pessoa. O mais importante é entender que esse tipo de apoio complementa — mas não substitui — o acompanhamento terapêutico e as demais formas de cuidado. Cada pessoa autista é única, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. Vale lembrar que o autismo influencia diferentes áreas do desenvolvimento e que o acesso a terapias e ao acolhimento é uma preocupação de muitas famílias atípicas.

Perguntas frequentes

O que é um animal de apoio emocional?

É um animal cuja companhia ajuda a pessoa a lidar com sintomas emocionais, como ansiedade e estresse. Diferente do animal de serviço, não passa por treinamento específico para tarefas.

Qualquer animal pode ser apoio emocional?

Em tese, sim — o vínculo é o que importa. No caso de Nicolas, foi uma galinha que criou a conexão, depois de tentativas com outros bichos.

O animal de apoio substitui a terapia?

Não. Ele pode complementar o cuidado, mas não substitui o acompanhamento com profissionais de saúde e as terapias indicadas para cada pessoa.

Sobre o autor
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