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STF julgará impacto da Reforma Tributária sobre isenção fiscal para autistas

Audiência sobre isenção fiscal para autistas no STF e impactos da Reforma Tributária
Audiência no STF aborda questões relacionadas à Reforma Tributária e seus impactos nas pessoas com deficiência — Imagem: IA

Ações em análise no Supremo Tribunal Federal questionam mudanças da Reforma Tributária que restringem o acesso à isenção fiscal para autistas classificados como nível 1 de suporte.

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisará, no próximo dia 18 de junho, duas ações que questionam dispositivos da Reforma Tributária relacionados à isenção fiscal para autistas. As ADIs 7779 e 7790 contestam critérios introduzidos pela nova legislação que restringem o acesso ao benefício para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) classificadas como nível 1 de suporte.

STF analisará mudanças na isenção fiscal para autistas

O julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7779 e 7790 poderá definir o alcance dos direitos tributários de pessoas com deficiência após a entrada em vigor da Reforma Tributária regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025.

As ações foram apresentadas por entidades que defendem os direitos das pessoas com deficiência e questionam os critérios adotados pela nova legislação para concessão de benefícios fiscais relacionados à aquisição de veículos.

Segundo os autores das ações, as alterações criaram restrições que afetam especialmente autistas classificados como nível 1 de suporte, grupo que anteriormente possuía acesso às isenções tributárias em condições mais amplas.

Entidades questionam restrições previstas na Reforma Tributária

O Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência Oceano Azul sustenta que a legislação criou obstáculos que reduzem direitos já consolidados e comprometem a autonomia de pessoas autistas.

A entidade argumenta que a exclusão de parte desse público dos benefícios fiscais pode gerar impactos diretos na mobilidade, na inclusão social e no acesso a atividades cotidianas.

Os representantes da instituição defendem que a nova norma deve ser analisada à luz dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da proteção às pessoas com deficiência.

ADI também contesta critérios aplicados aos autistas nível 1

A Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPCD), autora da ADI 7790, também questiona a constitucionalidade das restrições introduzidas pela reforma.

Segundo a entidade, o critério utilizado pela legislação considera classificações clínicas sem avaliar adequadamente as dificuldades práticas enfrentadas por pessoas autistas em sua rotina.

Os advogados responsáveis pela ação sustentam que a norma pode gerar tratamento desigual entre cidadãos que possuem necessidades legítimas relacionadas à mobilidade e à acessibilidade.

Mobilidade e inclusão estão no centro da discussão

Um dos principais pontos apresentados pelas entidades envolve a importância do acesso ao transporte individual para pessoas autistas e suas famílias.

Especialistas destacam que dificuldades relacionadas à comunicação social, adaptação sensorial e deslocamento em ambientes coletivos podem tornar o veículo próprio um recurso relevante para a autonomia e participação social.

As ações argumentam que a limitação do benefício fiscal pode aumentar barreiras já enfrentadas por pessoas com deficiência no acesso a serviços, educação, trabalho e atividades da vida cotidiana.

Decisão poderá impactar direitos das pessoas com deficiência

Além da questão relacionada aos autistas, o julgamento também poderá influenciar futuras discussões sobre benefícios fiscais destinados às pessoas com deficiência.

As entidades envolvidas defendem que a legislação tributária deve considerar as necessidades específicas desse público e garantir tratamento compatível com os princípios constitucionais de inclusão e igualdade.

A expectativa é que a decisão do STF ofereça maior segurança jurídica sobre a aplicação das novas regras e contribua para esclarecer os limites da Reforma Tributária em relação aos direitos das pessoas com deficiência.

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