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Câncer de intestino: veja os sinais, como é feito o diagnóstico e quem deve fazer o rastreamento

Câncer de intestino: veja sinais e o exame que o SUS oferece
Câncer de intestino: veja sinais e o exame que o SUS oferece. Imagem: Pexels
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

O diagnóstico de câncer de intestino pode acontecer durante exames de rotina, mesmo quando a pessoa não apresenta sintomas. Foi o que aconteceu com o ator Lúcio Mauro Filho, que contou ter descoberto a doença durante um check-up realizado após um tratamento para complicações pós-Covid.

O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, atinge principalmente o cólon e o reto. Nas fases iniciais, pode não provocar sinais claros, o que torna o acompanhamento médico e o rastreamento importantes, principalmente para pessoas que estão na faixa etária indicada.

No Brasil, o cenário também ganhou uma nova estratégia em 2026: o Ministério da Saúde adotou o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para o rastreamento de homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas.

Quais são os sinais de câncer de intestino?

Embora possa permanecer silencioso no começo, o câncer colorretal pode provocar alterações que merecem investigação médica.

Entre os principais sinais estão:

  • sangue nas fezes;
  • sangramento pelo reto;
  • mudança persistente no funcionamento do intestino;
  • diarreia ou prisão de ventre que não melhoram;
  • alteração no formato das fezes;
  • dor ou cólicas abdominais persistentes;
  • perda de peso sem explicação;
  • anemia sem causa identificada.

A presença desses sintomas não significa necessariamente que a pessoa tenha câncer, já que eles também podem ocorrer em outras doenças. Mesmo assim, alterações persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Um dos problemas é que sinais como sangue nas fezes ou mudanças no hábito intestinal podem ser atribuídos a condições consideradas simples, o que pode atrasar a investigação.

Câncer de intestino pode aparecer sem sintomas

Um dos motivos para o rastreamento ser importante é justamente a possibilidade de encontrar alterações antes que apareçam sintomas.

O novo protocolo do SUS é voltado para pessoas de 50 a 75 anos que não apresentam sinais da doença. O FIT procura pequenas quantidades de sangue nas fezes que não são visíveis a olho nu e que podem estar relacionadas a pólipos, lesões precursoras ou tumores.

Segundo o Ministério da Saúde, o exame apresenta sensibilidade estimada entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

Como funciona o exame de câncer de intestino oferecido pelo SUS?

O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) é um exame feito a partir de uma amostra de fezes.

O teste utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano e pode ser realizado pelo próprio paciente com um kit de coleta, sem a necessidade de preparo intestinal ou dieta restritiva antes do procedimento. Depois, a amostra é encaminhada para análise.

O resultado positivo não significa que a pessoa tenha câncer de intestino. Nesse caso, é necessária uma investigação complementar, que pode incluir colonoscopia.

Já quem apresenta sintomas deve procurar avaliação médica, independentemente da idade, porque o rastreamento de pessoas sem sintomas é diferente da investigação de quem já apresenta sinais suspeitos.

Quem deve fazer o rastreamento?

O novo protocolo nacional do SUS estabelece o rastreamento com FIT para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. A estratégia foi anunciada pelo Ministério da Saúde em maio de 2026 e deve ampliar o acesso à detecção precoce da doença.

A recomendação para esse grupo não significa que pessoas mais jovens estejam livres do risco. Quem apresenta sintomas, histórico familiar importante ou outras condições que aumentem o risco pode precisar de uma avaliação individualizada.

Por que o câncer colorretal preocupa?

O câncer colorretal está entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil. Para cada ano do triênio 2026-2028, o INCA estima 53,8 mil novos casos de câncer de intestino no país.

A doença está relacionada a diferentes fatores. O risco aumenta com a idade e também pode estar associado ao excesso de peso, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, histórico familiar e alimentação com grande quantidade de carnes processadas e pouca presença de alimentos vegetais.

Isso não significa que um único hábito provoque a doença. O câncer não tem uma causa única, e diferentes fatores podem interagir ao longo da vida.

Como reduzir o risco de câncer de intestino?

Alguns hábitos estão associados à redução do risco de desenvolver câncer de intestino.

Entre as medidas recomendadas pelo INCA estão manter o peso corporal adequado, praticar atividade física regularmente, não fumar, evitar bebidas alcoólicas e priorizar uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais.

Também é recomendado limitar o consumo de carne vermelha e evitar carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon, presunto e salame. O INCA orienta limitar a carne vermelha a menos de 500 gramas de carne cozida por semana.

Além dos hábitos de prevenção, a atenção aos sintomas continua sendo fundamental. Sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal e perda de peso sem explicação devem ser levados ao conhecimento de um profissional de saúde.

O caso relatado por Lúcio Mauro Filho também chama atenção para a importância dos exames médicos de acompanhamento. Em algumas situações, alterações podem ser identificadas antes mesmo de provocar sintomas, aumentando a possibilidade de investigação e tratamento em fases mais iniciais.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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