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Câncer de mama: Anvisa apreende lote falsificado de medicamento

Anvisa apreende medicamento falsificado para câncer de mama
Anvisa apreende medicamento falsificado para câncer de mama. Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Phesgo, usado no tratamento de câncer de mama, após a fabricante identificar unidades com características diferentes das do produto original. A medida foi publicada nesta segunda-feira (21) e atinge apenas as unidades do lote B5011B05, com data de fabricação de junho de 2025.

Segundo a Anvisa, os produtos falsificados não podem ser armazenados, vendidos, distribuídos, importados, exportados ou utilizados. A agência também determinou a apreensão e a proibição de três lotes falsificados da toxina botulínica Dysport.

O alerta é importante para pacientes que fazem tratamento para câncer de mama e para profissionais de saúde, já que medicamentos falsificados podem não apresentar a mesma composição, qualidade ou segurança dos produtos originais.

Câncer de mama: qual lote do Phesgo foi falsificado?

A empresa Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, responsável pelo registro do Phesgo no Brasil, comunicou à Anvisa que encontrou no mercado unidades com características diferentes das apresentadas pelo medicamento original.

A determinação vale para as unidades do lote B5011B05 fabricadas em junho de 2025. De acordo com a agência, as demais apresentações e lotes do medicamento não fazem parte dessa medida específica.

O Phesgo é utilizado em determinados casos de câncer de mama HER2-positivo. O medicamento combina pertuzumabe e trastuzumabe e é administrado por aplicação subcutânea.

Por isso, quem utiliza o remédio para câncer de mama deve conferir as informações da embalagem e do lote antes da aplicação, especialmente quando o medicamento é administrado em hospitais, clínicas ou outros serviços de saúde.

O que fazer ao encontrar o lote falsificado?

A orientação da Anvisa é não utilizar unidades que pertençam ao lote B5011B05 com fabricação de junho de 2025 e estejam dentro da determinação de apreensão.

Profissionais de saúde também devem ficar atentos antes de administrar o produto. Em caso de suspeita de falsificação, a situação pode ser comunicada à vigilância sanitária local e aos canais da Anvisa.

A agência mantém uma ferramenta de consulta de alertas sanitários, na qual é possível pesquisar informações por nome do produto, número do lote e outras características.

Esse cuidado é especialmente importante em medicamentos usados em tratamentos de câncer de mama, nos quais a qualidade e a procedência do produto são fundamentais para a segurança do paciente.

Anvisa também apreende lotes falsificados de Dysport

Além do medicamento usado contra câncer de mama, a Anvisa determinou a apreensão de três lotes falsificados do Dysport 500 U, à base de toxina botulínica tipo A.

Os lotes são:

  • P08191, com validade até abril de 2029;
  • P08192, com validade até maio de 2029;
  • P22368, com validade até fevereiro de 2029.

A empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica, responsável pelo registro do medicamento, informou à Anvisa que não reconhece esses lotes como produtos originais. Além da apreensão, a agência proibiu a venda, a distribuição e o uso das unidades.

O Dysport é utilizado em diferentes tratamentos terapêuticos e também em procedimentos estéticos. Por isso, a recomendação vale tanto para pacientes quanto para estabelecimentos de saúde que utilizam a toxina botulínica.

Propagandas de medicamentos manipulados também foram suspensas

A resolução publicada pela Anvisa também determinou a suspensão de propagandas na internet de diversos medicamentos manipulados comercializados pela Queen Pharma Aesthetic.

A lista inclui produtos anunciados para finalidades como emagrecimento, redução de gordura localizada, cuidados capilares, tratamento de melasma e outros procedimentos estéticos. A agência publicou a relação completa dos itens atingidos.

Também foi suspensa a propaganda de medicamentos manipulados anunciados no site da Farmácia Malheiro.

A suspensão ocorre porque medicamentos manipulados estão sujeitos a regras específicas de comercialização e publicidade. A divulgação desses produtos precisa seguir a legislação sanitária.

Anvisa proíbe produtos de cannabis sem autorização

Outra medida adotada na mesma resolução foi a proibição da divulgação e da venda de produtos à base de cannabis anunciados por uma empresa não identificada em um site e em redes sociais.

Segundo a Anvisa, os produtos não possuem registro ou autorização para comercialização no Brasil. A agência determinou a interrupção da divulgação e da venda desses itens.

Como verificar se um medicamento está regularizado?

Antes de comprar ou utilizar um medicamento, é importante conferir se o produto está regularizado. A Anvisa disponibiliza sistemas de consulta que permitem verificar registros, situação dos produtos e alertas sanitários.

A recomendação é evitar medicamentos adquiridos de fontes desconhecidas, especialmente quando vendidos por canais que não sejam farmácias ou estabelecimentos autorizados.

No caso de tratamentos contra câncer de mama, qualquer alteração na embalagem, no rótulo ou nas informações do lote deve ser comunicada ao profissional responsável pelo tratamento antes da aplicação.

A apreensão do Phesgo falsificado não significa que o medicamento original esteja proibido. A medida da Anvisa é específica para as unidades falsificadas do lote identificado pela fabricante.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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