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Caso Lito: Anvisa aprova importação de remédio experimental

Caso Lito: Anvisa aprova importação de remédio experimental
Caso Lito. Imagem: Lito/Instagram/Anvisa
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Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em caráter excepcional, a importação e o uso de um medicamento experimental para o tratamento do piloto e influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A autorização foi concedida na sexta-feira (4).

O medicamento, chamado ALN-6457, ainda está em fase pré-clínica e não teve estudos clínicos formalmente iniciados em humanos para o tratamento da doença. Lito deverá ser o primeiro paciente a receber a substância nesse contexto.

Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a previsão é que o medicamento chegue ao Brasil entre sete e nove dias. Ela afirmou nas redes sociais que o processo seguiu os trâmites previstos e negou que tenha havido qualquer privilégio para conseguir a autorização.

Como Lito conseguiu autorização para o tratamento

O pedido de importação foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo atendimento de Lito. O influenciador foi aceito em um programa de uso compassivo de uma empresa estrangeira, que permite o acesso a tratamentos experimentais em situações específicas, quando não há alternativas aprovadas disponíveis.

Mila explicou que a família reuniu documentos e exames para apresentar o pedido. Segundo ela, a intenção também é mostrar o caminho que outras famílias podem seguir em situações semelhantes, principalmente quando enfrentam doenças raras sem tratamento disponível.

A Anvisa considerou a rápida evolução da doença de Lito e a ausência de um representante ou patrocinador do medicamento no Brasil para autorizar a importação em caráter excepcional.

O que é o medicamento experimental

O ALN-6457 foi desenvolvido para atuar sobre a proteína priônica, relacionada às doenças causadas por príons, como a Doença de Creutzfeldt-Jakob.

A substância utiliza uma tecnologia chamada interferência de RNA, que busca reduzir a produção dessa proteína no organismo. Estudos pré-clínicos apontaram que diminuir a quantidade da proteína priônica pode ter efeitos sobre a evolução da doença em modelos animais, mas ainda não se sabe se o tratamento funcionará em pessoas.

Por estar em fase pré-clínica, a autorização da Anvisa não representa uma aprovação do medicamento para uso geral. Ela permite o acesso específico de Lito ao tratamento experimental.

Doença de Creutzfeldt-Jakob é rara e grave

A Doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade neurodegenerativa rara provocada pelo acúmulo de formas anormais de proteínas chamadas príons no cérebro.

A doença costuma evoluir rapidamente e pode provocar alterações neurológicas graves. Atualmente, não existe cura ou tratamento capaz de interromper definitivamente sua progressão.

No Brasil, a doença é rara e enfrenta dificuldades relacionadas ao diagnóstico e à confirmação dos casos.

O caso de Lito chamou atenção justamente pela busca por uma alternativa experimental diante da gravidade da doença e da ausência de tratamentos específicos disponíveis. A autorização da Anvisa abre caminho para que ele receba a substância, mas ainda não permite prever qual será o resultado do tratamento.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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