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Auxílio para mães atípicas: projeto prevê benefício de R$ 600

Auxílio para mães atípicas
Auxílio para mães atípicas. Imagem: Jonathan Borba/Pexels
🧠 Informação educativa
As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento por profissionais habilitados.

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria o Auxílio Mães Atípicas (AMA), com valor de R$ 600 mensais para mães ou responsáveis legais por crianças e adolescentes com deficiência severa ou transtorno do espectro autista (TEA) que necessitem de cuidados contínuos.

O texto ainda não virou lei. Depois da aprovação na comissão, o projeto foi encaminhado para a Comissão de Finanças e Tributação e aguarda a escolha de um relator.

Para ter direito ao benefício, será necessário comprovar que a rotina de cuidados com a criança ou o adolescente interfere na atividade profissional da mãe ou responsável. Também será exigida inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

A proposta não exige que a beneficiária do Auxílio Mães Atípicas tenha emprego formal.

Quem poderá receber o auxílio para mães atípicas?

O projeto é voltado para mães atípicas ou responsáveis legais por crianças e adolescentes com deficiência severa ou TEA que precisem de cuidados contínuos.

A deficiência deverá ser avaliada por uma equipe formada por profissionais de diferentes áreas, conforme os critérios previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Qual será o valor do benefício?

A versão original do projeto estabelecia valores diferentes conforme o grau da deficiência e a situação financeira da família.

O substitutivo aprovado retirou essa diferença e fixou o benefício em R$ 600 por mês.

Também está previsto um acréscimo de R$ 150 para cada dependente adicional.

Segundo o relator, a definição de um valor fixo segue parâmetros já utilizados em outras políticas de transferência de renda.

Projeto também prevê apoio psicológico

Além do benefício financeiro, o texto aprovado prevê que as beneficiárias tenham prioridade para consultas psicológicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta também prevê acesso a atividades terapêuticas, de lazer e de bem-estar.

A ideia é oferecer não apenas ajuda financeira, mas também suporte para mulheres que enfrentam uma rotina de cuidados intensivos com os filhos.

Por que o projeto ainda não garante o pagamento?

Apesar da aprovação do projeto na Comissão de Previdência, o Auxílio Mães Atípicas ainda precisa passar por outras etapas antes de poder ser transformado em lei.

Atualmente, o PL 1.520/2025 está na Comissão de Finanças e Tributação. Depois, ainda deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Como tramita em caráter conclusivo, a proposta pode ser aprovada pelas comissões sem passar pelo Plenário da Câmara, desde que não haja recurso para votação em Plenário e sejam cumpridas as demais etapas.

Depois da análise na Câmara, o projeto ainda precisará seguir para o Senado. Só após a aprovação nas duas Casas e eventual sanção presidencial o benefício poderá entrar em vigor.

Portanto, mães atípicas ainda não podem solicitar o pagamento de R$ 600 com base nesse projeto. Por enquanto, trata-se de uma proposta em tramitação no Congresso Nacional.

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Sobre o autor
Gabriele de Paula é redatora, revisora editorial e publicadora no WordPress do SERTEP Notícias, responsável pela revisão, padronização editorial e publicação dos conteúdos, garantindo qualidade, clareza e conformidade com os padrões do portal.

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