Casos de câncer podem aumentar 70% até 2050, segundo alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em relatório recente. A projeção indica avanço de 20,6 milhões para 35 milhões de diagnósticos anuais se não houver ampliação de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
O relatório aponta que o crescimento não ocorre de forma igual entre os países. A OMS relaciona parte do impacto às desigualdades no acesso aos serviços de saúde, especialmente em locais onde o diagnóstico chega tarde e o tratamento é limitado.
Atualmente, o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, atrás das doenças cardiovasculares, com cerca de 10 milhões de óbitos por ano. Além disso, a entidade estima que aproximadamente 40% dos casos de câncer estejam ligados a fatores de risco evitáveis.
Casos de câncer e desigualdade no tratamento
Casos de câncer têm desfechos muito diferentes conforme o país onde o paciente vive, de acordo com a OMS. No câncer de mama, a sobrevida chega a 87% em países de alta renda, mas cai para 42% em países de baixa renda.
“A sobrevivência de uma pessoa ao câncer nunca deveria depender de onde ela nasceu ou de sua renda”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
A diferença de sobrevida mostra que o problema não está apenas na incidência da doença. No entanto, também envolve a capacidade de identificar tumores em fases iniciais, oferecer tratamento adequado e manter acompanhamento contínuo.
Casos de câncer ligados a fatores evitáveis
Casos de câncer associados a fatores evitáveis representam quatro em cada dez diagnósticos, conforme o relatório. A OMS cita infecções por papilomavírus humano (HPV) e hepatite B entre os pontos que podem ser enfrentados com vacinação.
As vacinas contra HPV e hepatite B reduzem riscos relacionados, respectivamente, ao câncer de colo do útero e ao câncer de fígado. O relatório também menciona tabagismo, consumo de álcool, obesidade, sedentarismo, dietas pouco saudáveis e poluição do ar como fatores que ampliam a carga da doença.
Segundo o texto, Elisabete Weiderpass, diretora da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), defende que a prevenção do câncer seja tratada como prioridade política. Por isso, a OMS associa a resposta ao tema a políticas públicas de vacinação, prevenção e acesso equitativo aos serviços de saúde.
Casos de câncer e orientação para diagnóstico
Casos de câncer diagnosticados em fase inicial geralmente têm mais opções de tratamento, conforme a abordagem defendida no relatório. Para o leitor, a orientação prática é manter vacinas indicadas em dia, reduzir exposição a fatores de risco e procurar serviços de saúde para avaliação quando houver suspeita ou necessidade de rastreamento.
A OMS afirma que as desigualdades atuais não são inevitáveis e resultam de escolhas feitas ao longo do tempo. O relatório aponta que países precisam ampliar prevenção, diagnóstico e tratamento para reduzir mortes evitáveis e melhorar a sobrevida de pacientes com casos de câncer.
Leia também:




