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Ozivy: a semaglutida brasileira vira referência na Anvisa

A semaglutida brasileira Ozivy, da EMS, virou referência na Anvisa e abre caminho para genéricos. Veja o que muda, preço e para que serve.
Caneta de Ozivy, a semaglutida brasileira da EMS incluida na lista de referencia da Anvisa
Frasco do medicamento Ozivy, aprovado como referência pela Anvisa — Imagem: IA
🩺 Conteúdo informativo
Esta reportagem tem finalidade jornalística e não substitui orientação médica.

A semaglutida brasileira Ozivy, fabricada pela EMS, foi incluída pela Anvisa na Lista de Medicamentos de Referência (LMR) — um passo que abre caminho para futuros genéricos do medicamento no país.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 10 de julho de 2026 e transforma o Ozivy em parâmetro oficial de qualidade, segurança e eficácia para outras versões da mesma substância. Aprovado pela Anvisa em maio e disponível nas farmácias desde junho de 2026, ele é apontado como a primeira semaglutida sintética de fabricação nacional, o que ajuda a explicar por que sua entrada na lista chamou a atenção do setor farmacêutico.

📌 Resumo

  • O Ozivy, semaglutida sintética da EMS, entrou na Lista de Medicamentos de Referência (LMR) da Anvisa.
  • A inclusão foi publicada no DOU em 10 de julho de 2026 e não representa uma nova aprovação.
  • Ela serve de referência para futuros genéricos e similares de semaglutida no Brasil.
  • O medicamento foi aprovado em maio de 2026 e está à venda desde junho, com preço inicial em torno de R$ 452.
  • A indicação aprovada é diabetes tipo 2 em adultos, como adjuvante à dieta e ao exercício.

🧬 Ficha rápida — Ozivy

  • Princípio ativo: semaglutida (via síntese química)
  • Fabricante: EMS (Brasil)
  • Apresentação: solução injetável de 1,34 mg/mL, em caneta
  • Indicação aprovada: diabetes tipo 2 em adultos
  • Situação: registrado e à venda desde junho de 2026
  • Conservação: refrigeração entre 2 °C e 8 °C

O que é o Ozivy, a semaglutida brasileira

O Ozivy é uma semaglutida brasileira produzida pela EMS por meio de síntese química, e não pelo processo biológico usado em medicamentos importados como o Ozempic. Na prática, isso significa que a molécula é obtida em laboratório de forma reproduzível e estável — característica que pode facilitar o desenvolvimento de versões equivalentes por outras empresas. É esse perfil que o coloca em condições de servir como referência nacional para a substância.

O que muda com a entrada na Lista de Medicamentos de Referência

Entrar na LMR não é o mesmo que receber uma nova aprovação: o Ozivy já era registrado e vendido. O que a medida faz é definir o produto como parâmetro de eficácia, segurança e qualidade a ser seguido por futuros genéricos e similares de semaglutida. Com um medicamento de referência nacional disponível, laboratórios interessados passam a ter uma base reconhecida pela Anvisa para conduzir os estudos comparativos exigidos, o que pode contribuir para ampliar o acesso e aumentar a concorrência no mercado ao longo do tempo.

Como a semaglutida age no organismo

A semaglutida é um agonista do receptor de GLP-1, hormônio produzido no intestino que participa da regulação do apetite, da saciedade e dos níveis de glicose no sangue. Por isso, além de auxiliar no controle da glicemia em pessoas com diabetes tipo 2, a substância está associada à redução de peso — efeito que popularizou as chamadas canetas emagrecedoras. Vale reforçar que a indicação formal do Ozivy aprovada pela Anvisa é o diabetes tipo 2, e que qualquer uso deve ser definido por um médico.

Ozivy, Ozempic e Wegovy: o que os diferencia

Ozempic e Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk, também usam a semaglutida, mas são produzidos por rota biológica. O Ozivy se distingue por ser sintético e de origem nacional. A concorrência nesse mercado ganhou fôlego com o fim da proteção de patente da molécula no Brasil, que já vinha abrindo espaço para novos fabricantes. Há também diferenças práticas, como as recomendações de conservação: o Ozivy deve ser mantido refrigerado entre 2 °C e 8 °C.

O que esperar a partir de agora

Com um medicamento de referência brasileiro definido, a expectativa é de que surjam genéricos e similares nos próximos anos, o que pode baratear o tratamento e ampliar o acesso — inclusive para discussões futuras sobre cobertura por planos de saúde e políticas públicas. Ainda assim, especialistas costumam lembrar que ampliar oferta exige, em paralelo, orientação médica adequada e educação em saúde para evitar o uso indiscriminado.

⚠️ Importante: o Ozivy e os demais medicamentos à base de semaglutida são vendidos sob prescrição e devem ser usados apenas com acompanhamento médico. A automedicação com essa classe de remédios pode causar efeitos adversos e não é recomendada.

Perguntas frequentes

O Ozivy serve para emagrecer?

A indicação aprovada pela Anvisa é o diabetes tipo 2. A perda de peso é um efeito associado à semaglutida, mas o uso com foco em emagrecimento depende de avaliação e prescrição médica.

O Ozivy é um genérico da semaglutida?

Não. Ele é um medicamento de referência: é justamente essa condição que permite que outras empresas desenvolvam, no futuro, genéricos e similares com o mesmo princípio ativo.

Quanto custa e onde encontrar o Ozivy?

O medicamento está à venda desde junho de 2026, com preço inicial em torno de R$ 452 por unidade, em farmácias e sempre mediante prescrição médica.

Para entender o cenário mais amplo, veja como está a corrida da semaglutida no Brasil e por que as canetas emagrecedoras se tornaram tão populares. Informações oficiais podem ser conferidas no site da Anvisa.

Sobre o autor
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